Aos 87 anos, a rainha emérita de Espanha prepara-se para cumprir uma tradição de longa data: refugiar-se no Palácio de Marivent, em Palma de Maiorca, para as férias estivais. No entanto, este promete ser o verão mais sombrio, doloroso e difícil da sua vida. Pela primeira vez, doña Sofia enfrentará os corredores do palácio sem a inseparável companhia da sua irmã mais nova, a princesa Irene da Grécia, que faleceu em janeiro deste ano, aos 83 anos.
As marcas do luto não se ficam por aqui. A rainha emérita sentirá também um vazio gigante pela ausência daquela que considerava a sua "terceira irmã": a princesa Tatiana Radziwill, sua prima e grande confidente de infância, que partiu em dezembro do ano passado, aos 86 anos. O desaparecimento consecutivo das duas mulheres que eram os seus grandes pilares em Maiorca deixa a rainha profundamente desamparada.
Apesar da forte carga melancólica que envolve esta viagem, a mãe do rei Felipe VI recusou abdicar dos seus dias de descanso no seu refúgio favorito. E, embora o cenário seja de profunda solidão, Sofia não ficará totalmente isolada. De acordo com a revista espanhola 'Vanitatis', a família real vai fechar fileiras em torno da emérita, transformando-se no seu maior amparo nesta fase tão delicada.
Segundo a mesma publicação, a infanta Cristina será a primeira a chegar e quem passará mais tempo ao lado da mãe. Tornando-se a sua verdadeira "sombra" protetora desde a perda da tia e da prima, Cristina planeia passar dias de grande cumplicidade, carinho e recato com a progenitora no palácio.
Embora a agenda dos reis Felipe e Letizia e das filhas, a princesa Leonor e a infanta Sofia, condicione sempre as dinâmicas familiares, há ainda a forte possibilidade de Marivent receber a visita de outros netos da emérita. Os filhos das infantas Elena e Cristina adoram a ilha e fazem questão de dar um beijo à avó. Resta saber se, no meio de tanta tristeza, o clã conseguirá reunir-se para devolver o sorriso e algum conforto a doña Sofia.