Os reis de Inglaterra já decidiram que não vão mesmo morar no Palácio de Buckingham, nem mesmo depois da conclusão das obras de renovação do espaço, prevista para o ano que vem, e cujo valor ronda os 427 milhões de euros.
O palácio, que serve como residência oficial do soberano em Londres desde 1837, continuará a ser a sede administrativa da Casa Real, mas Carlos III optou por continuar a residir na Clarence House.
Fonte próxima de Buckingham garante que a decisão foi tomada para permitir um maior acesso do público ao icónico monumento, mas há quem esteja revoltado: a renovação do palácio, que começou em abril de 2017, foi paga após através de um aumento temporário da Subvenção Soberana, que tem financiamento público.
Carlos vive na Clarence House, ao lado do Palácio de St. James, desde 2003, e Camila juntou-se-lhe após o casamento de ambos, em 2005. O casal quer continuar a ter "uma vida mais simples", até porque viver no Palácio de Buckingham exige maiores preocupações de segurança.
Norman Baker, ex-ministro e voz ativa contra o regime de financiamento real, disse à BBC que as receitas dos bilhetes de visitantes do Palácio de Buckingham deviam ir, na totalidade, para o Tesouro.
“Eles [família real] geram milhões de euros todos os anos. Se eles não estão a viver no Palácio de Buckingham, então devem abri-lo ao público todo o ano e remeter o dinheiro dos visitantes para o Tesouro, para pagar a remodelação.”