Foram divulgados novos detalhes sobre a misteriosa morte do português Pedro Ferraz Reis, administrador do banco moçambicano BCI, encontrado morto na casa de banho do hotel de 5 estrelas Polana, em Maputo, Moçambique.
Segundo a 'CNN Portugal', o homem, que vivia em Moçambique há dez anos, foi encontrado com "cortes por todo o corpo" e veneno de ratos no organismo.
Ao início, a porta-voz da Polícia da República de Moçambique, Marta Pereira, avançou que a morte do cidadão português era resultado de homicídio e que investigações estavam em curso. Já na quinta-feira, dia 22, o Serviço Nacional de Investigação Criminal de Moçambique disse à Lusa que o banqueiro afinal ter-se-á suicidado, embora ainda estejam a averiguar as circunstâncias do ocorrido.
“Segundo o relatório médico-legal, assim como as provas encontradas no local, a disposição das mesmas provas, dúvidas não existem de ter sido suicídio. Entretanto, é preciso apurar porque pode ter sido suicídio, mas [o] suicídio, se calhar, pode ter sido provocado. Então, há esses elementos que precisam ser ainda apurados”, disse o porta-voz, Hilário Lole.
De acordo com a polícia de investigação moçambicana, o cidadão português e administrador do banco BCI - era membro do Conselho Executivo do BCI Moçambique e integrava o Conselho da Diáspora Portuguesa, desde 2023 - tirou a própria vida na casa de banho daquela unidade hoteleira de luxo no centro de Maputo com recurso a instrumentos cortantes, nomeadamente facas, e ingestão de veneno para ratos.
Numa conferência de imprensa, foram apresentadas imagens de videovigilância de Pedro Ferraz Reis a comprar os instrumentos cortantes e o veneno.
Entretanto, segundo avança o Jornal de Negócios, a Polícia Judiciária enviou para Maputo investigadores que se irão ocupar do caso do bancário.