Iñaki Urdangarin prepara-se para lançar um livro bombástico intitulado 'Tudo o que vivi: triunfos, derrotas e lições aprendidas', no próximo dia 12 de fevereiro, mas a revista 'Hola!' já teve acesso ao conteúdo.
O ex-marido da infanta Cristina alonga-se principalmente a sua vida na prisão, depois de ter sido condenado a mais de seis anos por corrupção no caso Nóos. Fala das suas quedas e erros, e do homem que, depois de alcançar o auge da glória e descer às profundezas... conseguiu reerguer-se.
Mas, naturalmente, as passagens mais interessantes dizem respeito à sua relação com Cristina e ao impacto que as fotografias com a namorada, Ainhoa Armencia, publicadas nos meios de comunicação espanhóis, tiveram nela e nos filhos, logo após a separação.
"A minha má gestão daquele momento e [a falta de] comunicação tornou a situação muito dolorosa para todos. Fazer a Cristina e os meus filhos sofrer novamente nunca fez parte da minha ideia de recomeçar", lamenta.
De resto, Urdangarin só tem comentários positivos a fazer sobre a sua ex-companheira de quase um quarto de século, elogiando a sua "enorme coragem e serenidade" por ter tido de cuidar da família sozinha quando ele estava preso. Relata como se conheceram, o namoro, o pedido de casamento... e como o relacionamento acabou por esfriar e decidiram divorciar-se. Garante que mantêm uma relação cordial, onde prevalece o afeto mútuo.
Já sobre Ainhoa Armencia, Urdangarin escreve, orgulhoso: "Ela é parte essencial da minha felicidade".
Urdangarin faz ainda algumas observações sobre os Borbón, dizendo que, quando entrou na família real, foi como "aterrar noutro planeta". E que, mesmo nos momentos mais felizes, não conseguiu formar nenhuma verdadeira ligação emocional com os familiares de Cristina. Conseguiu adaptar-se e foi bem acolhido, mas nunca conseguiu "pertencer" realmente. E, "quando as coisas ficaram realmente más", ou seja, durante o escândalo do caso Nóos, "sentiu-se abandonado", embora não por todos.