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Notícia
Tragédia

Juan Carlos matou o irmão em Portugal? Historiador espanhol diz que sim.

Alfonso Borbón morreu na quinta-feira santa de 1956. A tragédia ocorreu no Estoril, durante o exílio. O rei emérito de Espanha é apontado como o culpado pela morte do irmão. Revelações feitas no livro 'O Segredo do Rei'
Por Ana Cristina Esteveira | 14 de abril de 2017 às 11:47
Juan Carlos Flash
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Era apenas mais uma quinta-feira santa para a família real espanhola a viver no exílio, em Portugal. Mas o estrondo de um tiro veio alterar para a sempre a vida dos Borbón, especialmente de Juan Carlos que, em 1956, era o herdeiro ao trono de Espanha.

Mas afinal o que aconteceu naquela fatídica quinta-feira santa? O filho mais novo dos condes de Barcelona, Alfonso, ou Alfonsito, como era carinhosamente tratado no seio familiar, foi atingido mortalmente por uma bala de uma pistola que estava guardada na gaveta da secretária de Juan, conde de Barcelona.

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Juan Carlos Borbón no Estoril Foto: Flash

Na altura, a casa real espanhola comunicou que a tragédia se ficou a dever a um acidente quando Alfonso, então com 15 anos, e Juan Carlos, de 18 anos, limpavam a arma. Sobre quem disparou acidentalmente a pistola, nada se disse. Contudo, as suspeitas recaíram sobre o antigo rei de Espanha e ao longo dos anos Juan Carlos carregou às costas o peso dessas suspeitas.

Agora o historiador José Maria Zavala reconstroi esse dramático momento. Este jornalista e historiador, acaba de lançar ‘O Segredo do Rei’, um romance baseado em factos reais. Nessa obra, é demonstrado que o acidente com a arma de fogo que vitima o infante Alfonso acaba por mudar o rumo da vida do herdeiro do trono de Espanha.

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Livro sobre Juan carlos Foto: Flash

No capítulo 9 lê: "Depois de encostar o seu primogénito a um canto, Dom Juan encarou-o, obrigando-o a responder como se estivesse comparecido perante um juiz supremo.

- Jura-me que não fizeste de propósito! Jura-me…! – rugiu.

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-Juro que não, papá! Estávamos a brincar! – gritava repetidamente o príncipe, por entre soluços.

-A brincar com uma pistola?

-Desculpe, papá, desculpe, eu não queria…!

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-Porque tiveste que pegar na maldita pistola? Porquê?!"

 

Embora se saiba que este diálogo entre pai e fiho é ficcionado, a verdade é que o escritor dá como certo que foi Juan Carlos, o pai de Felipe VI, o atual rei de Espanha, que matou o seu irmão mais novo naquela quinta-feira santa de 1956. Uma morte provocada sem intenção como referem tantos historiadores que acabou por ser para sempre um dos maiores traumas da vida do agora rei emérito de Espanha.

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