André Mountbatten-Windsor perdeu tudo o que poderia perder. Perdeu todos os seus títulos, fortuna, amigos, privilégios e até a família. Vive afastado de Londres e da exposição pública. O rei Carlos III cedeu-lhe uma pequena propriedade - que não pertence à coroa - em Sandrigham, onde deverá passar o resto dos seus dias.
Hoje, aquele que foi o filho favorito da rainha Isabel II vive como que exilado dentro do seu próprio país. O telefone deixou de tocar e não há quem o queira visitar. Há, contudo, uma excepção: a irmã Ana. Parece que apesar de todas as recomendações feitas pelo irmão mais velho, o rei Carlos III, e pelo sobrinho e herdeiro da coroa, príncipe William, a princesa não conseguiu virar as costas a André.
Ela que é vista como um dos membros mais sensatos e trabalhadores da Família Real de Inglaterra está no lado oposto do irmão já que, aos olhos dos súbditos, o antigo duque de York não merece sequer usar o apelido Windsor pela sua confirmada ligação a Jeffrey Epstein, o criminoso sexual norte-americano que acabou por morrer na cadeia.
Parece que Ana assumiu o papel de mãe em relação a André. Preocupa-se sinceramente com o irmão e com a sua cada vez mais frágil saúde mental. Segundo o 'Daily Mail', sofre com tudo aquilo que o ex-duque de York está a passar, embora tenha consciência de que nada poderia ser feito de outra forma e até concordou com este imenso "castigo" que lhe foi imposto pelo rei.
Só que na verdade, a princesa Ana vive uma imensa mágoa sempre que em cada nova reunião familiar privada, André não está. "A princesa já foi muito próxima do André, apesar de serem muito diferentes e de haver uma diferença de idades de dez anos entre eles", disse o especialista em assuntos da realeza Richard Fitzwilliams ao referido jornal britânico. "Agora, está consternada com o que foi revelado sobre o comportamento do irmão, mas sente o dever de cuidar de André e até lhe ofereceu a oportunidade de ficar na sua residência em Gatcombe Park, em dezembro passado."