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Drama

De símbolo do luto do 11 de Setembro a amante de celebridades e ao vício das drogas: a incrível e dramática vida de Rachel Uchitel

Aos 51 anos, a ex-produtora de televisão continua a carregar as marcas de um passado que começou com duas perdas devastadoras.
De símbolo do luto do 11 de Setembro a amante de celebridades e influencer: a incrível e dramática vida de Rachel Uchitel
Rachel Uchitel
Rachel Uchitel e James Andrew O'Grady
Rachel Uchitel
James Andrew O'Grady
Rachel Uchitel
James Andrew O'Grady
Rachel Uchitel
Rachel Uchitel e James Andrew O'Grady
Rachel Uchitel
James Andrew O'Grady
Rachel Uchitel
James Andrew O'Grady

Rachel Uchitel tornou-se um dos símbolos da tragédia dos atentados do 11 de Setembro quando, aos 26 anos, foi capa do 'New York Post' durante a sua procura desesperada pelo noivo, James Andrew O'Grady.

Na capa dramática, Rachel surgia a chorar e a segurar uma folha com a descrição do companheiro. James trabalhava no topo de uma das Torres Gémeas e acabaria por morrer, preso acima da zona de impacto, quando o edifício desabou.

Oito anos depois, a ex-produtora de televisão saltou novamente para a ribalta mas por motivos mais polémicos. Em 2009, o nome de Rachel Uchitel foi associado ao do golfista Tiger Woods, quando o 'National Enquirer' revelou que Rachel era uma das muitas mulheres com quem Woods mantinha relações extraconjugais. A notícia viria a desencadear , manchando a sua carreira de forma irremediável, e a transformar Rachel numa presença constante nas manchetes da imprensa internacional.

A partir daí, a mulher que o mundo tinha conhecido através de uma imagem de dor e desespero passou a ser conhecida por uma realidade muito diferente: os seus envolvimentos com homens famosos. No ano seguinte, em 2010, surgiu outro escândalo mediático, desta vez com David Boreanaz. O ator, famoso pelas séries 'Bones' e 'Buffy, a Caçadora de Vampiros', e que, tal como Tiger Woods, também era casado, admitiu ter tido um caso com Rachel.

No entanto, os dramas começaram muito antes de se tornar conhecida. Rachel tinha apenas 15 anos quando perdeu o pai, Robert Uchitel, vítima de uma overdose de cocaína. A morte aconteceu numa fase particularmente conturbada da sua vida. Dois anos antes, Rachel tinha sido enviada para uma escola na Califórnia para adolescentes problemáticos, uma experiência que viria a descrever como "profundamente traumática".

Foi também durante esses anos que começou a ter contacto com as drogas e a desenvolver o vício pelos estupefacientes. Décadas mais tarde, em 2010, partilhou os seus problemas de dependência ao participar no programa 'Celebrity Rehab with Dr. Drew'.

Atualmente, aos 51 anos, Rachel tem um podcast e é consultora de marketing e relações públicas, sendo seguida por mais de 300 mil pessoas nas redes sociais.

No passado 11 de setembro, Rachel dedicou uma mensagem ao noivo que perdeu na tragédia.

"Há 25 anos, perdi o meu noivo, Andy O’Grady. Era diretor-geral da Sandler O’Neill e trabalhava no 104.º andar da Torre 2. Foi a segunda torre a ser atingida, às 9h03, mas a primeira a desabar, às 9h59. Eu estava a trabalhar na Bloomberg TV e, naturalmente, estávamos a acompanhar as notícias. Lembro-me de ter falado com ele e daquilo que me disse ao telefone. Lembro-me de ver o edifício onde ele estava a trabalhar desabar e de não conseguir respirar. Lembro-me de, de repente, toda a redação ficar em silêncio. Tinham todos acabado de me ver assistir à morte de Andy. E tudo aquilo parecia demasiado irreal", começou por escrever.

"Lembro-me de como, durante dias, mantivemos a esperança de que algumas pessoas fossem encontradas em hospitais ou retiradas dos escombros, apesar de, quando olhávamos para a dimensão daquela tragédia, ser evidente que praticamente não havia esperança. Lembro-me de ser difícil comer, dormir ou simplesmente ficar sentada à espera. Queria ir para o Ground Zero e retirar os escombros com as minhas próprias mãos até o encontrar. O desespero de não saber o que lhe tinha acontecido era indescritível", continuou.

"O medo do que ele terá vivido durante aqueles 56 minutos perseguiu-me e, por vezes, consumiu-me ao longo da vida. Aquele acontecimento mudou-me completamente. Passei toda a minha vida à procura do homem que seria “o tal” e, finalmente, tinha-o encontrado. Estávamos a planear o nosso casamento e, depois, aconteceu isto...", lamentou.

"Ter sido amada por James Andrew O’Grady foi a maior honra da minha vida. E sou grata pelo facto de, graças à fotografia que foi publicada na capa de praticamente todos os jornais do mundo, com a minha imagem enquanto o procurava, mais pessoas terem ficado a conhecer o nome dele", rematou.

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