Aos 45 anos, Pèter Magyar é o novo primeiro-ministro da Hungria tendo derrotado no passado domingo o ultraconservador Viktor Orbán, que estava há 16 anos no poder. O líder do partido Tisza é uma esperança para o seu país, mas também para toda a Europa.
Sobrinho-neto do antigo presidente da Hungria Ferenc Mádl e neto do antigo juiz do Supremo Tribunal Pál Eross, Pèter Magyar é o nome de quem se fala mas não apenas pela sua carreira política. Também a sua vida sentimental tem feito correr muita tinta já que o novo primeiro-ministro foi casado com Judit Varga, ex-ministra da Justiça do Governo de Orbán.
Magyar e Varga casaram em 2008, tiveram três filhos mas terminaram o casamento em 2023. Não se sabe se se trata de uma coincidência, mas a rutura deu-se na mesma altura em que o jovem político decidiu fazer uma viragem política, desvinculando-se do governo de Orbán. Após o divórcio, Judit Varga veio acusar o ex-marido de violência doméstica e chantagem. Acusações que Magyar refutou e justificou como uma tentativa de aniquilar a sua carreira política. O caso seguiu para tribunal e ainda não conheceu desfecho.
No meio da polémica com a ex-mulher, voltou a apaixonar-se. Desta vez, por Evelin Vogel, uma designer de interiores e empresária húngara, que se envolveu na organização inicial do Tisza. Só que este amor também não acabou da melhor forma. Em novembro de 2024, Magyar apresentou queixa contra a namorada por suposta extorsão. Garantiu o político que Evelin lhe exigiu 30 milhões de florins húngaros (cerca 81 mil euros). A designer de interiores, por sua vez, não se coibiu de criticar duramente o ex-namorado em várias entrevistas públicas.
Um novo escândalo rebentou quando Pèter falou na existência de uma 'sex tape' na sequência de alguns media próximos do então governo terem noticiado que o casal teve um encontro íntimo sob o efeito de drogas em 2024, que teria sido gravado sem o conhecimento de Magyar. O novo primeiro-ministro acabou por se explicar dizendo que, em agosto de 2024, após uma festa, a ex-namorada levou-o a um apartamento em Budapeste, onde tiveram relações sexuais consentidas, as quais, segundo ele, foram gravadas utilizando métodos "de serviços secretos". Apresentou queixa e descreveu o caso como uma armadilha sexual ao estilo russo. O vídeo acabou por nunca vir a público.
Ainda no verão de 2024, o novo primeiro-ministro da Hungria já se relacionava com Ilona Szabó, de 30 anos, que à época trabalhava como sua assistente.