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Conheceram-se quando Frederico Varandas, 46 anos de idade, apenas ainda sonhava vir a comandar o Sporting, mas tinha uma vida necessariamente mais calma e menos polémica, enquanto médico dos leões. No entanto, acabaria por ser a paixão pelo clube a uni-los, uma vez que Katarina Larsson, 42 anos, era triatleta dos verdes e brancos, já com uma sólida e premiada carreira. Mas se os primeiros tempos de namoro foram vividos quase num doce anonimato, isso mudaria muito rapidamente e quando, ao ser eleito presidente do Sporting, o celebrou com um beijo apaixonado à companheira, os holofotes viraram-se para este casal improvável, que parecia tão feliz. Passaram-se quase dez anos e, pelas palavras de Frederico Varandas, o cenário mantém-se, dois filhos e muitas aventuras depois.
"É o meu porto seguro, é a minha casa. É onde tiro a farda e sou o Frederico. Tenho muita sorte pelo equilíbrio que tenho em casa com a minha mulher", fez saber, na entrevista ao 'Alta Definição', onde abriu um pouco a porta da sua vida ao lado da atleta sueca, que chegou a Portugal em 2004, devido a um inesperado convite profissional. Formada em Gestão, era então sondada pela Tetra Pak – empresa de embalagens – para se mudar para a sede de Lisboa. "Fui convidada para ir trabalhar para Portugal. Vim cá durante o Euro 2004, Portugal tinha acabado de ganhar à Espanha e estava uma loucura instalada. Pensei, se calhar gostava de vir para aqui", contou, em entrevista, acrescentando, no entanto, que a mudança lhe trouxe muitos desafios.
Sueca, não falava uma palavra de português e teve de aprender tudo muito rapidamente, se quisesse 'sobreviver'. "Quando vim para Portugal não sabia uma palavra de português. Ia ao supermercado e tinha de apontar para as coisas. Perguntava se falavam inglês e diziam que sim, mas depois desatavam a falar português".
Em Portugal ou na Suécia, uma coisa manteve-se, no entanto, inalterada: iria continuar a conciliar a carreira na Gestão – que faz com que assuma atualmente o cargo de Manager Workplace Experience para Portugal na Philip Morris International – com o triatlo, na sua especialidade: natação. Ora, isso implica que o despertador toque invariavelmente às seis da manhã para começar a manhã nos treinos, antes de a vida prosseguir no trabalho das 9h às 17h e entre os filhos, numa vida agitada mas imensamente feliz. "Isto exige disciplina, mas nunca escolheria entre uma coisa e outra. Para mim não há sacrifício. Estou muito feliz por tudo o que experimentei como triatleta. As pessoas adoráveis que conheci, os momentos fantásticos, tudo isso faz valer a pena", já referiu aquela que se descreve como "loira, alta, muito alta, muito faladora". "Sou uma Viking em Portugal", concluiu, exibindo o sorriso que é sua imagem de marca.
Nas redes sociais, mostra precisamente esse lado alegre, mas sobretudo a sua paixão pelo desporto e família, dois dos seus grandes pilares, com as fotografias com Varandas e os filhos a mostrarem que consegue gerir tudo com leveza. "Ela é uma máquina, uma verdadeira máquina", elogiou Varandas, que se mostra um pai preocupado e atento aos desafios do futuro dos filhos, por crescerem com tanta exposição mediática. “Tenho medo de fazê-los sofrer pela profissão que tenho.”
No entanto, Katarina admite que o stress é gerido da melhor forma em família, não escondendo o orgulho que sente por aquilo que o companheiro tem conquistado. "Orgulhosa de ti, maridão", já adiantou.