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Justiça

O que vai acontecer a Lindsay Clancy? O destino da mãe que matou os três filhos está nas mãos de 12 pessoas

Depois de cinco semanas de julgamento, chegou a altura de Lindsay Clancy ficar à espera. O júri que está a decidir o seu destino terminou o segundo dia de deliberações sem chegar a um veredicto e só voltará ao tribunal na próxima segunda-feira.
O que vai acontecer a Lindsay Clancy? O destino da mãe que matou os três filhos está nas mãos de 12 pessoas
Lindsay Clancy
Lindsay Clancy
Lindsay Clancy
Lindsay Clancy, acusada de matar os filhos, enfrenta julgamento nos EUA
Lindsay Clancy no tribunal a aguardar julgamento por assassinato dos seus três filhos
Lindsay e Patrick Clancy tinham três filhos
Lindsay Clancy
Lindsay Clancy
Lindsay Clancy
Lindsay Clancy, acusada de matar os filhos, enfrenta julgamento nos EUA
Lindsay Clancy no tribunal a aguardar julgamento por assassinato dos seus três filhos
Lindsay e Patrick Clancy tinham três filhos

A enfermeira Lindsay Clancy, de 36 anos, é acusada de ter matado os três filhos, Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de apenas oito meses, em janeiro de 2023. A defesa nunca negou que foi ela quem matou as crianças. A grande questão é outra: estava Lindsay consciente dos seus atos e era capaz de distinguir o certo do errado naquele momento?

É a resposta a esta pergunta que cabe agora aos 12 jurados, a quem compete decidir o que vai acontecer a esta mãe. Se entenderem que Lindsay Clancy tinha responsabilidade criminal, terão ainda de determinar a gravidade dos crimes. Pode ser considerada culpada de homicídio em primeiro grau, uma decisão que implica prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Também está em cima da mesa o homicídio em segundo grau, que prevê igualmente uma pena de prisão perpétua, mas com possibilidade de liberdade condicional. Outra possibilidade é uma condenação por homicídio involuntário, com uma pena que pode chegar aos 20 anos de prisão.

Mas existe um cenário completamente diferente. A defesa de Lindsay Clancy sustenta que, quando matou os filhos, estava a sofrer de psicose pós-parto e tinha perdido o contacto com a realidade. Se os jurados aceitarem que a doença mental a impedia de ser responsabilizada criminalmente pelos seus atos, poderá ser considerada não culpada.

Isso não significaria, contudo, que sairia simplesmente em liberdade. Nesse cenário, poderá ser submetida a uma avaliação e, caso seja considerada doente mental e perigosa para si própria ou para terceiros, poderá ser internada numa instituição psiquiátrica. O internamento poderá prolongar-se durante anos, dependendo das avaliações posteriores.

O facto de os jurados já terem passado dois dias a analisar o caso sem chegar a uma conclusão não permite antecipar qual será o desfecho. Durante as deliberações, chegaram a pedir para rever algumas das provas apresentadas em tribunal, entre elas a faca que Lindsay Clancy utilizou na tentativa de suicídio e sacos com frascos vazios de medicamentos encontrados na casa da família.

Na próxima segunda-feira, os jurados regressam ao tribunal e retomam as deliberações. Será então dado mais um passo para decidir o destino de Lindsay Clancy.



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