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Rei emérito de Espanha Juan Carlos recebeu 89 milhões de euros da Arábia Saudita

Operação foi detetada na Suíça e ocorreu depois de uma conferência em que o regime saudita foi elogiado e da assinatura de um acordo de cooperação.
06 de março de 2020 às 13:35
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O rei emérito de Espanha Juan Carlos recebeu 100 milhões de dólares (89 milhões de euros) pagos pela Arábia Saudita durante a regência do rei Abdullah (que morreu em 2015).

Segundo o jornal espanhol El Confidencial, o pagamento remonta a agosto de 2008 e ocorreu sete dias depois de ter sido publicado no equivalente ao Diário da República em Espanha um acordo estratégico de colaboração com Riade. O dinheiro chegou também três semanas após uma conferência sobre Diálogo entre Religiões em se elogiou o regime saudita.

A operação foi detetada pelos procuradores suíços, durante uma investigação a operações de branqueamento de capitais no país. O dinheiro saiu do Ministério das Finanças da Arábia Saudita e acabou nas contas de uma fundação do Panamá – uma offshore – cujo último beneficiário era Juan Carlos.

A Lucum Foundation, assim se chamava a offshore, era controlada pelo gestor Arturo Fasana e pelo advogado Dante Canonica e outros testas de ferro locais. Acabou em 2012.

O El Confidencial relata que as autoridades espanholas também estão a analisar o caso e que Juan Carlos usou o dinheiro. Em setembro de 2012, o monarca transferiu o resto do dinheiro – €41,6 milhões – para uma conta da sua ex-amante Corinna zu Sayn-Wittgenstein.

Espanha está a investigar o papel de Juan Carlos na adjudicação da empreitada da linha ferroviária de alta velocidade Meca-Medina a um consórcio de empresas espanholas, num contrato que ascendeu aos 6.736 milhões de euros. Sayn-Wittgenstein alegou que Juan Carlos tinha exigido ser pago pela intermediação; porém, a isso não respeitam os 100 milhões, por terem sido dados muitos anos antes da adjudicação, indica o El Confidencial.

A relação próxima entre os dois reis
Juan Carlos e o rei Abdullah tinham uma boa relação. O agora rei emérito condecorou o saudita com a Ordem do Toisón de Oro, o maior prestígio internacional que podia conceder em junho de 2007.

A visita de Abdullah a Espanha foi a primeira de um rei saudita ao país desde 1980. O evento gerou polémica, devido às violações dos direitos humanos de que a Arábia Saudita é acusada. No país, vigora o wahabismo, um ramo fundamentalista do Islão que associa a administração do Estado à sharia, a lei islâmica.

Já em 2019, a Human Rights Watch elencou várias barreiras aos direitos humanos impostas pela Arábia Saudita, que vão desde o papel da mulher aos ataques ao Iémen, passando pela morte do jornalista Jamal Khashoggi.

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