O testamento de Aretha Franklin deixado em 2014 e encontrado num dos sofás da cantora foi considerado válido por um júri na terça-feira, sobrepondo-se assim a um outro documento datado de 2010, que fora encontrado num cofre selado. A ‘Rainha do Soul’, como era conhecida, faleceu em 2018 aos 76 anos, vitimada por um cancro no pâncreas.
Esta decisão configura-se como um triunfo judicial de dois dos filhos da artista – Edward, o segundo mais velho, e Kecalf, o mais novo – contra a vontade de Ted White Jr., o seu terceiro filho, que defendia a validade do testamento mais antigo. O primogénito, Clarence Franklin, tem necessidades especiais e é representado por um tutor legal.
Ambos os documentos ditavam que os quatro filhos iriam partilhar as receitas obtidas através da música da cantora, segundo o ‘The Guardian’, no entanto no mais recente podia ler-se que Kecalf e os seus netos teriam direito à residência principal de Aretha Franklin, em Bloomfield Hills, avaliada em mais de 1 milhão de euros,
Outra diferença crucial é que o manuscrito de 2010 frisava que Edward e Kecalf teriam de frequentar aulas de gestão e obter um diploma para que pudessem beneficiar da sua fatia do património, ao contrário daquele mais recente.