A monarquia britânica atravessa um dos seus períodos mais conturbados e, no centro do furacão, está o príncipe herdeiro e futuro rei de Inglaterra. William está num processo de preparação rigoroso que inclui, de forma surpreendente, terapia psicológica especializada. Qual é o objetivo? Adaptar o príncipe de Gales para os desafios cruéis do trono, num momento em que Carlos III teme que o filho ainda não esteja à altura das exigências diplomáticas que o cargo exige.
De acordo com a publicação espanhola 'Semana', que cita fontes próximas da Casa Real britânica, o atual monarca terá intervido diretamente na formação do filho mais velho. Carlos III acredita que William precisa de "muito mais preparação" antes de ser coroado, especialmente no que toca à gestão das suas emoções e à capacidade de colocar a Instituição acima dos seus sentimentos pessoais.
Este acompanhamento, descrito como uma forma de "terapia de liderança", pretende fornecer ao marido de Kate Middleton as ferramentas necessárias para lidar com líderes mundiais cujas políticas possam chocar com os seus ideais, exigindo-lhe um pragmatismo que, até agora, parece ainda longe de ter sido alcançado.
O contexto familiar tem sido o grande motor desta decisão dramática. A relação com o irmão, Harry, permanece num estado de frieza absoluta, algo que o rei Carlos III considera uma ameaça direta à estabilidade de a 'Firma'. Segundo a 'Semana', a instrução vinda do topo é clara: William tem de aprender a ser um verdadeiro diplomata, sendo capaz de "deixar de lado os rancores pessoais" em prol da estratégia da monarquia.
A este cenário somam-se os escândalos que envolvem o príncipe André e o próprio estado de saúde de Carlos III – e da mulher, Kate –, que apressou a necessidade de garantir que o sucessor ao trono do Reino Unido é uma rocha inabalável perante o escrutínio público.
O Palácio de Buckingham insiste que não se trata de anular a personalidade de William, mas sim de o "blindar". O rei pede ao filho que aprenda a moderar o tom e a gerir as frustrações num plano internacional. Para Carlos III, ser rei implica um desapego emocional que William, marcado pelas tragédias e conflitos familiares, ainda está a tentar conquistar através da terapia.