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A notícia surpreendeu tudo e todos. No passado dia 8 de maio, Ljubomir Stanisic anunciou que tinha vendido o seu grupo de restauração, 100 Maneiras - marca que fundara em 2004 - ao grupo internacional Dhurba Subedi, liderado por Jamuna Subedi, Dhurba Sapana, Niraj Subedi e Kismita Subedi.
Numa entrevista recente ao jornal online 'Observador', o chef jugoslavo, de 47 anos de idade, não deixara margem para dúvidas: a perda da Estrela Michelin, em conjunto com a grave crise que algumas franjas do setor da restauração atravessam, levou-o a perder 40% de faturação por mês, tornando-se a situação cada vez mais insustentável que acabou por ter este desfecho inevitável.
Ora Stanisic estava já sem trabalho na televisão desde o fim de 'Hell's Kitchen', em dezembro de 2024. Outrora disputado entre os todos os canais portugueses - começou na RTP, em 'MasterChef Portugal', depois foi para a TVI com 'Pesadelo na Cozinha' e acabou na SIC com 'Hells' Kitchen' - o chef viu-se subitamente "sem chão", tanto na restauração como no pequeno ecrã.
E, além de ter sido "abandonado" pela estação de Paço de Arcos, sem contrato e sem apoio, Stanisic vê-se ainda a braços com o processo de 1,2 milhões de euros da TVI, instaurado precisamente por ter passado para a SIC.
Tudo começou em 2020, quando o chef decidiu rescindir de forma abrupta o contrato de exclusividade que o ligava à estação de Queluz de Baixo. Na altura, Ljubomir aceitou o convite da SIC para conduzir a versão portuguesa de 'Hell’s Kitchen', ainda com três meses de contrato pela frente. A TVI avançou na altura com um pedido de indemnização superior a 1,2 milhões de euros, alegando quebra unilateral de contrato.
O processo deu finalmente entrada em tribunal em outubro do ano passado e o chef garante que é ele quem tem dinheiro a receber: 8 966,67 euros, referentes a dias de trabalho e à gravação de um programa, além de 5% das receitas publicitárias da terceira temporada de 'Pesadelo na Cozinha'.
Forçado a abandonar a sua grande paixão, Stanisic está agora refugiado no seu monte alentejano, perto de Grândola, bem longe da confusão dos grandes centros urbanos e das cozinhas caóticas que sempre foram o seu 'habitat natural'. Entretém-se a caçar javalis e a pescar e desenvolve os seus projetos numa agrofloresta.