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Tal como a FLASH! já tinha antecipado esta segunda-feira, os pequenos Zacharie e Barthélémy, os meninos que foram abandonados pela mãe e pelo padrasto em Alcácer do Sal, vão mesmo regressar a Colmar, em França, onde residem. No entanto, agora que é oficial, sabe-se que os dois irmãos não vão, para já, ser entregues ao pai.
Em comunicado, o Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal informou, esta terça-feira, que as autoridades francesas comunicaram ter tomado a decisão provisória de colocar das crianças ao cuidado dos serviços de apoio social de Colmar.
Estão ainda a proceder à avaliação de familiares ou terceiros com vista a aferir as condições dos mesmos para acolher as crianças.
"Mediante esse pedido, transmitido através da autoridade central competente, o Juízo de Família e Menores de Santiago do Cacém decidiu o regresso das crianças ao seu Estado da residência habitual (França) com vista a que este possa determinar as medidas de proteção que considere convenientes", pode ler-se em comunicado.
Como já se sabia, o pai, que mantém o anonimato, não só não tinha a guarda dos filhos como tinha visitas condicionadas e supervisionadas. Assim, caberá às autoridades competentes francesas apurar se este homem tem condições de ficar com as crianças.
“Tenho pensado neles a cada segundo desde que a esquadra de polícia de Colmar entrou em contacto comigo”, confessou o pai e ex-marido de Marine Rousseau, a mãe dos meninos, numa declaração escrita enviada no domingo à Ici Alsace.
“É só uma questão de dias para eu ter os meus filhos de volta. Estou a deixar as autoridades fazerem o seu trabalho enquanto aguardo a autorização para trazê-los. Dia e noite, o telefone está ao meu lado”, relatava, na altura.
O homem surpreendeu ainda ao pedir contenção em relação a Marine Rousseau, que aguarda julgamento na ala de alta segurança de Tires. “Não estou a tentar defender ou minimizar os atos cometidos. Os factos continuam graves e profundamente chocantes. Mas recuso-me a acrescentar discursos de ódio, insultos ou rótulos que visem desumanizar uma pessoa”, atirou, lembrando que a mãe das crianças mantém o estatuto de presumível inocente até à sentença final.