No início deste mês, Nicole Junkermann, uma empresária alemã de 50 anos com ligações profundas às elites sobretudo na área dos negócios, decidiu demitir-se do conselho de administração da Royal Marsden Charity, uma proeminente associação de solidariedade de investigação de cancro, da qual os príncipes de Gales, William e Kate, são patronos.
Foi aliás no hospital de Royal Marsden que Kate foi tratada e acompanhada na sua doença, sendo por isso uma instituição muito próxima do casal real.
Junkermann viu-se obrigada a apresentar a sua demissão depois de terem sido divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA trocas de e-mails que manteve durante várias décadas com o traficante sexual condenado Jeffrey Epstein, nos famosos ficheiros Epstein. Em alguma da correspondência é notória a intimidade que tinha com o magnata, que tratava por "querido" ("baby").
De acordo com os media britânicos, Junkermann aparece em "centenas" de registos, o que sugere uma amizade pessoal e duradoura. Muitas das mensagens foram enviadas depois de 2008, ou seja, depois de Epstein ter sido condenado pela primeira vez por traficar uma menor.
Além de empresária e investidora de sucesso na área do desporto, saúde e tecnologia, Junkermann, que vive em Londres, faz parte da aristocracia europeia: é casada com o conde italiano Ferdinando Brachetti Peretti, com quem tem uma filha.