Continuam a surgir novos pormenores em torno da morte de Maycon Douglas, ex-concorrente da 'Casa dos Segredos', cujo corpo foi encontrado na Praia do Sul, na Nazaré, na passada quarta-feira, 7 de janeiro. Enquanto se aguardam os resultados do relatório da autópsia, que deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte, há um pormenor com o telemóvel do jovem que pode ser importante para o desenrolar da investigação.
O tema foi debatido no programa 'Noite das Estrelas', da CMTV, onde Maya recebeu em estúdio André Inácio, ex-inspetor da Polícia Judiciária. Durante a conversa, o antigo responsável chamou a atenção para a relevância dos equipamentos pessoais de Maycon no apuramento da verdade.
Segundo André Inácio, o telemóvel e o computador pessoal do DJ podem ser determinantes para perceber o seu estado emocional e eventuais motivações. “O telemóvel pode ser importante para se perceber a motivação (…) e também o seu computador pessoal, que seguramente já estará na posse da Polícia Judiciária, para perceber se havia ali mais alguma pista, indicação ou algum desabafo”, explicou.
A ausência do telemóvel junto ao corpo levantou, entretanto, várias interrogações. De acordo com informações avançadas pela comunicação social, o aparelho não foi encontrado no mar, um detalhe que gerou dúvidas entre os comentadores do programa. Rui Figueiredo questionou se este facto não poderá indiciar que há ainda elementos por esclarecer, sublinhando que, nos dias de hoje, o telemóvel é um objeto que “está sempre connosco”.
Confrontado com estas questões, André Inácio frisou que, para já, não é público o local onde o telemóvel foi encontrado, nem em que circunstâncias. O comentador recordou ainda uma mensagem atribuída à namorada de Maycon, na qual esta refere que “quando viu a localização, congelou”, levantando hipóteses sobre os últimos momentos do jovem.
Perante este cenário, o ex-inspetor da PJ admitiu a possibilidade de Maycon ter estado a trocar mensagens pouco antes de morrer, podendo ter reagido de forma impulsiva, inclusive desfazendo-se do telemóvel. Uma teoria que, para já, permanece no campo das hipóteses, enquanto a investigação prossegue.