O recente embate entre o Al Taawon e o Al Hilal ficará na memória, não tanto pela vitória esmagadora de 0-6 dos visitantes, mas por um episódio lamentável vindo das bancadas. Em mais um triste momento que mancha a imagem do futebol, os adeptos da equipa da casa utilizaram a memória do falecido Diogo Jota para provocar o seu grande amigo, Rúben Neves.
O incidente ocorreu quando o médio do Al Hilal, de 29 anos, se preparava para marcar um livre direto. Inicialmente, o jogador português foi recebido com os habituais assobios, mas a provocação subiu de tom: das bancadas ecoou o nome de Diogo Jota, que perdeu a vida tragicamente há pouco mais de um ano.
A relação entre Rúben Neves e Diogo Jota era sobejamente conhecida e ultrapassava em muito as quatro linhas. Formaram uma amizade inquebrável, e a perda do avançado deixou marcas profundas no médio, que tem feito questão de manter viva a memória do amigo. Ouvir o nome de Jota ser entoado como arma de arremesso e de provocação foi, por isso, um duro golpe.
Em vez de perder a compostura no relvado, Rúben Neves respondeu com dignidade: olhou em direção às bancadas e apontou para o céu, homenageando silenciosamente o amigo. Mais tarde, no final da partida, o internacional luso não conseguiu calar a sua indignação e deixou um recado aos adeptos do Al Taawon: “Espero que não vão rezar depois do que fizeram”.
As declarações de Rúben Neves rapidamente se tornaram virais, sublinhando a falta de empatia de quem usa o luto como estratégia de intimidação.