Perante os que não compreendem nem aceitam os recentes protestos de ativistas pelo clima, João Manzarra decidiu usar as redes sociais para lhes dar uma resposta e para deixar clara a sua posição relativamente ao assunto que está a marcar a atualidade nacional e internacional.
"Os recentes protestos pelo clima são muito chatos. Mas um gesto chato catalisa tolerância quando o que o causa é muito chato. Como é o caso do país ter estado com 50% do território em seca extrema no final de Agosto. O que é muito chato para quem este ano perdeu grande parte da produção de pêra rocha. E que chatarrona é a escassez de práticas regenerativas e os solos agrícolas estarem cada vez mais degradados e sem capacidade produtiva. O que torna ainda mais chatos os novos investimentos em campos de golfe. Também é muito chato não haver um plano sério de florestação a nível nacional", começou por escrever a estrela da SIC na sua conta de Instagram.
E prossegue em tom irónico: "A fraca e danosa qualidade do ar nas principais cidades portuguesas é bastante chata. É muito chato não termos uma rede de transportes ferroviários em condições e só se falar num novo aeroporto. Lá fora o calor tem sido mesmo muito chato para os glaciares que derretem a um ritmo nunca antes observado".
João Manzarra alerta ainda: "Deve ser extremamente chato nascer nos anos 2000 e saber que desde o final dos anos 80 cientistas de todo o mundo nos alertarem em larga escala para as consequências das alterações climáticas e que pouco se fez desde então. Constatar que o ano presente tem sido sempre mais danoso para o planeta que o ano precedente e que a maioria de nós, onde eu me incluo, pouco abdica do conforto conquistado, é chato comò caraças".
E termina: "No entanto tem de se reconhecer que Portugal tem apresentado algum esforço e resultados interessantes principalmente no sector das energias renováveis. Existem outras formas de protesto, acção e diálogo, prefiro-as. Ainda assim, pedir a esta geração para ter calma com os protestos enquanto nos apresentam gráficos com resultados a tender para o fim da humanidade é, no mínimo, chatinho".