Foi há mais de seis meses que o caso gerou alarme nacional: depois de vários dias desaparecida Maria Custódia Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, era encontrada morta, na Lagoa de Óbidos, com as peças a começarem a ser encaixadas. No mesmo dia, era detido o principal suspeito, um homem de 35 anos, que havia sido inquilido e amante da agente imobiliária.
Os dois mantinham um relacionamento tenso, com o homem a perseguia-la com mensagens ofensivas enviadas para o telemóvel. Naquele dia, Maria Custódia Amaral foi atraída para o cenário do crime sob pretexto de fazer a angariação do imóvel, que o antigo amante devia querer vender.
À Polícia Judiciária, o homem sempre disse que a morte tinha acontecido por acidente, no entanto, segundo a acusação do Ministério Público, revelada pelo Correio da Manhã, não há qualquer margem para dúvidas quanto à brutalidade da morte da filha da falecida atriz Delfina Cruz.
Maria Custódia Amaral foi despida, amarrada e agredida. Depois, enrolou película aderente em torno do rosto da vítima, deixando-a a morrer por asfixia. Durante vários dias, manteve o corpo e as roupas de Maria Custódia Amaral escondidas no interior de sua casa. Levou também o carro desta para as Caldas da Rainha, atirou o telemóvel da agente imobiliária para o lago e o seu PC para o caixote do lixo. Apanharia de seguida um táxi para casa.