Foram 12 dias de buscas, angústia e ausência de respostas para a família e amigos de Maria Custídia Amaral, que tinha desaparecido sem deixar rasto. A única pista provinha do carro BMW da consultora imobiliária, filha da falecida atriz Delfina Cruz, que havia sido encontrado num parque perto dos Bombeiros Voluntários de Peniche, e na verdade o veículo terá sido determinante para que se começasse a juntar peças e se descobrisse a identidade do homicida, com as câmaras de videovigilância, em conjunto com as comunicações mais recentes do telemóvel de Maria, a levarem a Polícia Judiciária até ao homem que a matou, cuja identidade ainda não foi formalmente revelada.
Porém, sabe a FLASH! que se tratava de um amor antigo da filha de Delfina Cruz, com quem esta manteria uma relação pontual. "Não eram namorados, aliás, este homem teria também uma namorada, mas havia uma comunicação entre os dois ocasional", revela uma fonte, acrescentando que no passado os dois teriam mantido um relacionamento amoroso, mas que não era vista com bons olhos pela família de Maria Amaral, com os dois a passarem a encontrar-se longe dos olhares indiscretos. "O filho não aceitaria muito bem esta relação, além de que o homem tem um perfil problemático, com ameaças a pessoas, já tinha algum historial."
Quando as autoridades já não tinham dúvidas de que estavam perante o homem certo, confrontaram o homicida, que não negou a morte de Maria Amaral. Foi, aliás, com a colaboração deste que a polícia chegaria ao corpo da agente imobiliária, enterrado junto à Lagoa de Óbidos. No entanto, até ao momento, o homicida - que será esta segunda-feira presente a juiz - reitera que não premeditou a morte da consultora. "Foi um acidente", terá dito às autoridades, confirmando que Maria morreu no interior da sua casa - perto da residência da filha de Delfina, no concelho da Lourinhã. E, na verdade, apesar de numa primeira análise não ter sido detetado sangue, a verdade é que com recurso a luz branca, a polícia encontrou vestígios, compatíveis com o ADN de Maria. "O homem justificou o facto de ter limpado a casa e enterrado o corpo com o pânico de ser apanhado, mas reforça que não planeou matar Maria, que foi um acidente. No entanto, a forma como diz que tudo o que aconteceu não é completamente convicente, há muitas pontas soltas."
No entanto, o depoimento carece de dados científicos a validá-lo e, para isso, os resultados da autópsia, que deverão ficar concluídos esta segunda-feira, serão essenciais. "O corpo já se encontrava em elevado grau de decomposição, pelo que só a autópsia poderá dar mais informações."
Parece, no entanto, certo que Maria se tenha encontrado com o antigo amor de livre e espontânea vontade, deslocando-se até casa deste, não se sabendo, depois disso, o que aconteceu e de que forma a consultora imobiliária acabou por falecer. "Tudo o que se sabe até ao momento é proveniente de informações fornecidas por este homem, mas em primeiro lugar não se sabe se está a dizer a verdade, só a autópsia o irá mostrar, e depois até que ponto não está a ser já aconselhado a manter esta postura colaborativa com a polícia."