Sara Norte acaba de anunciar uma novidade surpreendente: inscreveu-se no curso superior de Direito na Universidade Autónoma de Lisboa. No entanto, a atriz, de 41 anos, revelou que este é um sonho antigo.
"O segredo mais bem guardado: estou oficialmente inscrita no primeiro ano de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa no regime pós-laboral. Quando tinha 18 anos foi o curso que escolhi porque na altura queria ser polícia judiciária. A vida é mesmo irónica não é?", começou por confessar, referindo-se ao seu conhecido percurso de vida, que a levou em tempos à prisão por tráfico de droga.
"Hoje volto a Direito e volto com outra consciência e outra maturidade. Nunca é tarde para irmos atrás dos nossos objetivos e sonhos mesmo quando nos dizem que é tarde demais. Bora lá, Universidade Autónoma de Lisboa", escreveu a comentadora do programa da SIC 'Passadeira Vermelha'.
Na caixa de comentários, muitos foram os famosos que fizeram questão de demonstrar o seu apoio, entre os quais Luciana Abreu, Inês Castelo Branco, Sílvia Rizzo, Maya, Rui Unas, José Carlos Malato, Micaela, Ricardo de Sá, Mariana Monteiro e Carlos Costa.
Foi em 2012 que Sara Norte foi presa em Espanha, apanhada a tentar transportar cerca de 800 gramas de haxixe dentro do próprio estômago. Foi condenada a cerca de um ano e meio de prisão no Centro Penitenciário de Botafuegos, em Algeciras, e foi durante essa altura que a sua mãe, Carla Lupi, morreu de cancro, sem que Sara se conseguisse despedir dela.
Recentemente, a atriz encarou de frente os fantasmas do passado, visitando o Estabelecimento Prisional de Tires a convite do Centro Protocolar da Justiça, para partilhar a sua experiência pessoal com algumas das reclusas que estão inseridas na Oficina de Capacitação e Empoderamento Feminino.
"Para dizer a verdade estava muito nervosa porque apesar de não ter estado presa aqui, é voltar uma época menos boa da minha Vida. Mas apesar dos meus inúmeros defeitos, tenho uma grande qualidade que foi herdada pela minha Mãe: a de não querer viver numa redoma e de querer ter Mundo. Se tenho a hipótese de tornar o dia de alguém especial e com esperança estou lá", contou na altura.
"Sei o que é estar presa e sei também o que é ter medo daquilo que nos espera na saída. Dos preconceitos e da estranheza no olhar dos outros. Todos erramos. Todos. E todos temos direito a uma segunda, terceira ou mais oportunidades. Um erro não pode definir o nosso futuro ou não deveria. Numa das visitas que tive da minha Mãe, ela disse me que não lhe interessava o que tinha feito, apesar claro de não concordar com a via fácil que eu tinha escolhido, mas que não era isso que definia o meu carácter nem valores. (...) Vim de coração cheio com as partilhas que fizemos. Estas Mulheres e eu! A prisão é uma passagem mas a Vida espera por vocês cá fora", concluiu.