O primeiro mandato de Marcelo Rebelo de Sousa - foi eleito pela primeira vez Presidente da República em 2016 - correu muito bem. O seu estilo de governação próximo, caracterizado por contactos físicos, abraços, conforto às populações mais necessitadas ou em sofrimento, além das 'selfies' obrigatórias nos banhos de multidão, transformaram Marcelo numa das figuras de Estado mais acarinhadas pelos portugueses.
Contudo, o segundo mandato já não correu tão bem, especialmente após o escândalo das gémeas luso-brasileiras em que se ficou a saber da interferência do filho do Presidente da República, Nuno Rebelo de Sousa. A imagem de Marcelo sai bastante beliscada após o caso.
Marcelo Rebelo de Sousa corta reelações com o filho, mas o escrutínio a que esteve sujeito deixam marcas do Presidente e até no seu estilo de proximidade. Nota-se-lhe o desgaste e acaba por reduzir as suas saídas para junto do povo. Há uma fase em parece ter mesmo deixado de lado os afetos.
Até agora. Retomou o seu habitual estilo de proximidade esta semana numa ida à região de Leiria para confortar uma população em sofrimento. Parece que a passagem da depressão Kristin é a última oportunidade de Marcelo Rebelo de Sousa - que está na reta final do seu segundo mandato - para recuperar parte do estatuto que perdeu nos últimos dois anos.