Quinze anos após um dos crimes mais chocantes associados a figuras públicas portuguesas, Renato Seabra continua a cumprir pena nos Estados Unidos. O então jovem aspirante a modelo, que em 2011 assassinou o cronista social Carlos Castro num hotel de Nova Iorque, vive hoje uma realidade marcada pelo isolamento, pela disciplina rígida e por problemas de saúde mental persistentes.
A história que abalou a opinião pública começou em Portugal, com uma relação próxima entre os dois homens, simbolizada por um beijo num hotel no Porto, e terminou de forma trágica em Manhattan, com um homicídio de extrema violência . À data do crime, Renato Seabra tinha apenas 22 anos. Actualmente, encontra-se detido numa das prisões mais duras dos Estados Unidos, onde convive diariamente com alguns dos criminosos mais violentos do país.
De acordo com uma reportagem da CMTV, o comportamento do recluso tem sido considerado exemplar dentro do estabelecimento prisional. Renato Seabra procura manter uma postura disciplinada e desempenha, aos domingos, funções de sacristão durante a missa celebrada na prisão. A relação com os guardas é descrita como cordial.
Apesar disso, a rotina diária é extremamente restritiva. Renato Seabra passa cerca de 23 horas por dia fechado na cela, tendo apenas uma hora de recreio para contactar com outros reclusos. A mesma fonte refere que os problemas de saúde mental continuam a marcar o seu percurso no sistema prisional, com vários surtos psicóticos registados ao longo dos anos, episódios que o obrigaram a permanecer por diversas vezes na enfermaria.
A primeira audiência para avaliar a possibilidade de liberdade condicional está prevista apenas para 2035. Caso venha a ser aprovada, Renato Seabra poderá sair em liberdade em 2036, aos 46 anos de idade, e regressar a Portugal, para junto da mãe e da irmã.