O alerta foi dado cerca das 03h40 da madrugada desta quinta-feira, 17. Quando as equipas da PSP e do INEM chegaram à Avenida Dom Carlos I, o homem encontrava-se caído no chão, olhos vendados, calças para baixo e em paragem cardiorrespiratória. Foram realizadas manobras de reanimação, mas o óbito acabou por ser declarado no local.
A primeira intervenção das autoridades deixou desde logo um dado por esclarecer: o que tinha acontecido ao homem antes de ser encontrado naquela rua? A vítima apresentava uma lesão na zona da nuca, aparentemente provocada por um objeto perfurante. Apesar das diligências realizadas, não foi encontrada qualquer arma no local.
A ocorrência foi comunicada ao Ministério Público e a Polícia Judiciária foi chamada para investigar as circunstâncias da morte. Para já, não está esclarecido se a ferida terá sido provocada antes de uma possível queda ou se estará relacionada com a forma como o homem acabou por ficar na rua.
Durante o direto do programa 'Dois às 10', da TVI, o jornalista Bruno Caetano avançou entretanto com outra informação: estará a ser equacionada a possibilidade de o homem ter caído do nono andar do edifício onde teria um apartamento no primeiro andar. Habitação essa que não se sabe se ali viveria ou teria arrendado.
Essa possibilidade não permite, por si só, concluir que tenha existido um suicídio. A ferida na nuca e os restantes vestígios encontrados no local terão de ser analisados pelas autoridades antes de ser possível perceber o que realmente aconteceu.
Mas há outro pormenor que continua a levantar questões. O alerta foi dado por um homem de 26 anos. Inicialmente, terá sido considerado uma testemunha que se encontrava no local e que tinha encontrado o corpo. Só depois as autoridades terão percebido que se tratava do filho da vítima. O jovem, segundo a informação divulgada, não reconheceu inicialmente o próprio pai.
A circunstância torna-se ainda mais difícil de compreender quando se sabe que este filho, militar do exército, não viveria naquela zona de Lisboa. Continua, por isso, por esclarecer o que o levou à Avenida Dom Carlos I durante a madrugada e em que circunstâncias encontrou o pai.
A Polícia Judiciária terá agora de reconstruir os últimos momentos de vida do economista e perceber como chegou àquela rua, o que aconteceu antes da sua morte e qual a origem da lesão na nuca. Por enquanto, continuam sem resposta várias perguntas: como surgiu o ferimento? Porque tinha os olhos vendados? O homem caiu do nono andar? E, sobretudo, porque estava o filho naquele local àquela hora e não reconheceu inicialmente a vítima?