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Opinião

Pedro Passos Coelho transformou-se num homem que deixou de ter "sonho e futuro"? A opinião de Luís Osório

O escritor e jornalista escreve sobre o antigo primeiro-ministro: "Revela uma negatividade que não era a sua marca quando conquistou o poder."
Por FLASH! | 28 de fevereiro de 2026 às 20:17
Pedro Passos Coelho transformou-se num homem que deixou de ter "sonho e futuro"? A opinião de Luís Osório
Luís Osório, Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Luís Osório, Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho

Nos últimos tempos, Pedro Passos Coelho tem regressado lentamente à esfera política. E as suas intervenções públicas acabam sempre por suscitar muitas reações... tanto da parte dos seus apoiantes, como daqueles que não gostam do antigo primeiro-ministro.

Luís Osório escreveu esta semana sobre Passos Coelho em 'Figura do Dia', a coluna que escreve no 'Diário de Notícias'. "Sempre que Pedro Passos Coelho fala o mundo não pula e avança. Normalmente, acontece o contrário, o mundo político trava e fica na expetativa. É um inegável poder, o de desencadear reações com o que diz ou com o que prefere deixar em silêncio", realça o conhecido escritor.

E continua: "Poucas pessoas foram capazes de tal 'magistratura' de influência, talvez Cavaco nos anos em que viveu no Possolo, depois de sair de São Bento e antes de entrar em Belém. Não o conheço bem, mas tenho apreço por Passos Coelho" sublinha Osório, prosseguindo: "É um homem singular, obsessivo e providencialista. Acredita que tem um destino e que o vai cumprir, o de ser o artífice de uma verdadeira mudança no país, uma revolução que altere os paradigmas da economia e da sociedade. Uma revolução que está em marcha alavancada por uma maioria de toda a direita, que incluirá André Ventura e o seu bando."

O também jornalista considera que Passos Coelho "tem feito caminho e mantém-se à tona. Por estas horas falou sobre a errada nomeação do MAI [Ministério da Administração Interna] e revelou a sua impaciência com o tempo que o governo está a gastar para provar algum ímpeto reformista." E acrescenta: "Passos Coelho é uma permanente “dor de burro” para o Primeiro-Ministro, mas há qualquer coisa que nele não bate certo – no que diz, no modo como o diz, revela uma negatividade que não era a sua marca quando conquistou o poder. Podíamos discutir as ideias, mas existia sonho e futuro."

E termina: "Hoje, sempre que abre a boca é para iluminar as sombras que vê, nunca da luz que deseja. Passos é um Darth Vader quando antes usava uma espada de Jedi. Faz toda a diferença pois sabemos como o filme termina. É utópico desejar que Passos Coelho regresse à luz?"

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