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Justiça

Recorda-se do caso que chocou Portugal? Madrasta da pequena Lara agredida por outras reclusas na prisão

Eulália Silva, que admitiu ter levado a enteada de oito anos para a serra no dia em que a criança morreu, foi alegadamente espancada por outras reclusas na cadeia de Santa Cruz do Bispo.
Ana Cristina Esteveira
Eulália Silva, a madrasta que matou a pequena Lara por vingança, está em isolamento, longe das outras reclusas
Eulália Silva, Lara
Eulália Silva
Eulália Silva
Lara
Lara
Eulália Silva, Lara
Eulália Silva
Eulália Silva
Lara
Lara

Eulália Silva, a mulher de 48 anos que se encontra em prisão preventiva pela morte da enteada, Lara, de apenas oito anos, foi alegadamente agredida por outras reclusas poucos dias depois de deixar o regime de isolamento e passar para uma cela comum na cadeia feminina de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos.

, a transferência para junto da restante população prisional aconteceu a pedido da própria. No entanto, menos de 24 horas depois, Eulália deu entrada na enfermaria do estabelecimento prisional com vários ferimentos compatíveis com agressões.

Apesar de não ter sido necessário o seu transporte para uma unidade hospitalar, a mulher continua a receber cuidados médicos na prisão. O incidente está agora a ser investigado pelas autoridades prisionais, que abriram um processo de averiguações para apurar o que aconteceu.

De acordo com fontes ligadas ao sistema prisional, a alegada agressão poderá estar relacionada com o chamado "código de honra" existente entre alguns reclusos, que rejeitam quem está acusado ou condenado por crimes contra crianças.

O caso remonta ao passado dia 17 de junho e deixou o País em choque. Lara, de oito anos, desapareceu depois de ter sido levada da escola pela madrasta. O corpo seria encontrado horas mais tarde na Serra da Padrela, no concelho de Vila Pouca de Aguiar.

No primeiro interrogatório judicial, Eulália Silva assumiu ter levado a menina para a serra, mas garantiu não se recordar de tudo o que aconteceu. Entre lágrimas, afirmou que entrou em pânico depois da morte da criança e acabou por fugir. "Não estava em mim. A Lara não merecia o que aconteceu", declarou perante a juíza, alegando ainda que vivia um ambiente de violência doméstica e que pretendia apenas assustar a enteada para chamar a atenção do companheiro.

A versão apresentada pela arguida não convenceu o tribunal. O Ministério Público sustenta que existem fortes indícios de que a criança morreu por asfixia antes de o corpo ser abandonado na serra e acusa Eulália Silva dos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A mulher permanece em prisão preventiva enquanto decorre a investigação.

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