É possível que um progresso importante na luta contra a Covid-19 tenha sido conseguido, graças ao estudo de uma equipa internacional liderada por investigadores do Instituto de Biotecnologia Molecular da Academia Austríaca de Ciências e pelo diretor do LSI, o Dr. Josef Penninger.
A descoberta parte da análise mais aprofundada da proteína Spike ou S, o mecanismo primário utilizado pela SARS-CoV-2 para se infiltrar nas células, dado que ataca algumas das proteínas encontradas na sua superfície, mais concretamente os recetores ACE2. A partir daqui, foi concluído que o papel crucial por parte da proteína S na persistência e difusão do vírus aponta para que haja uma forma de camuflagem que ‘finta’ o sistema imunitário do hospedeiro, e esta é a glicosilação, um revestimento de açúcar formado em locais da proteína S, segundo explica a Universidade da Colúmbia Britânica no seu site.
Assim, os investigadores testaram em mamíferos mais de 140 proteínas revestidas de açúcar, as lectinas, numa tentativa de as emparelhar com a proteína S onde ocorre a glicosilação, tendo sido descobertas duas que o faziam. "Intuitivamente pensámos que as lectinas nos ajudariam a encontrar estes parceiros da proteína Spike revestida de açúcar", explica um dos co-autores, David Hoffmann, enquanto que outro, Stefan Mereiter frisou: "Agora temos ferramentas que podem fortalecer a camada protetora do vírus e obstruir a entrada do vírus nas células, pode estar aqui o calcanhar de Aquiles que temos estado a tentar encontrar."
Sugar-coating the spike protein: a team at @UBCLifeSciences and @IMBA_Vienna identified lectins that can bind to sugars on the #SARSCoV2 spike protein and prevent it from entering cells!
— Science in Vancouver (@ScienceVancity) August 12, 2021
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