Presença habitual na televisão, sobretudo quando o mundo está em guerra. Mísseis, espionagem, conflitos internacionais, ditadores ou estratégias diplomáticas fazem parte dos temas que Nuno Rogeiro analisa há anos. Mas há um lado desconhecido e pessoal do comentador que agora ganha destaque.
Quando a mulher subiu ao púlpito para lhe dizer “amo-te”, Luís Marques Mendes deixou ver o homem por detrás do político. Da advocacia aos corredores do poder, do comentário político em horário nobre à candidatura presidencial, o candidato da AD construiu um percurso feito de escolhas difíceis, riscos assumidos, mesmo quando isso o obrigou a estar mais afastado da família e dos filhos.
Esteve dez anos no Governo de Cavaco Silva onde era visto como um 'Yes, minister', numa imagem que assume não corresponder à verdade. Na altura, tinha fama de chegar atrasado aos compromissos e abandonava reuniões para matar o vício do tabaco que o levava a fumar três maços por dia. Hoje, o novo candidato à Presidência da República, um noctívago assumido como Marcelo, admite ter-se corrigido e, aos 67 anos, diz-se pronto para chegar a Belém.
Cabeça de lista pela Aliança Democrática às Europeias diz que sempre teve pressa de fazer coisas e, aos 28 anos, dá um passo em frente na sua carreira política. Corrosivo e polémico, é filho de jornalistas e já sentiu na pele o lado negro de ser uma figura pública.
Jovem tem dado nas vistas pela forma incisiva como enfrentou os líderes parlamentares, mas o seu nome há muito que é conhecido dos portugueses pelos romances famosos que viveu... entre os quais um namoro antigo com Francisco Monteiro, o vencedor do 'Big Brother'.
O problema, desta feita, é que não contente por passar um atestado de analfabetismo desnecessário, arrogante e, esse sim, mal-educado, o comentador ainda lhe acrescentou uma pérola fatal: "feia", terá chamado a Helena Ferro Gouveia.