O antigo internacional português foi anunciado na estação de Queluz de Baixo com toda a pompa e circunstância. Contudo, o contrato chegou ao fim e Futre procura agora novos desafios... frente às câmaras.
Candidatos travaram-se de argumentos e conversa subiu de tom em vários momentos: por causa do despedimento de Manuela Moura Guedes "a pedido" de Sócrates, pedofilia e dinheiro. "O João foi viver uma reforma dourada para a Europa e agora regressa "porque o seu ego é maior", atirou o líder do Chega.
Vendeu cabides porta a porta em miúdo, esteve no Turismo de Portugal e administrou várias empresas, mas foi o ano que passou pela direção da TVI que tornaria o seu nome mais conhecido dos portugueses. Da curta mas intensa experiência, ficaria uma amizade para a vida com Cristina Ferreira e uma guerra com Manuela Moura Guedes que o chamou de "pau mandado". Em 2019, deixou todas estas vidas para trás para mergulhar a fundo no universo político, sendo um dos candidatos à Presidência da República.
A jornalista acusou o candidado a Presidente da República de "ter sido um pau-mandado dos espanhóis" e de ter tido uma atitude cobarde. Ele respondeu dizendo que Manuela tem "lapsos de memória incompreensíveis", mas ela não se fica e contra-ataca.
Acusada de se achar num pedestal, de ver santas nos seus sapatos de 500 euros como se fosse uma predestinada, Cristina Ferreira pode ter-se afastado da sua verdadeira essência mas soube voltar a casa. Hoje, está mais 'terra a terra', mais pragmática, mais ligada ao que verdadeiramente importa, numa espécie de marcha atrás que chegou em boa hora e lhe devolveu o amor dos portugueses. Um regresso à Malveira abençoado por um dos melhores anos da sua vida em que, finalmente, voltou a viver um conto de fadas.