Se fosse viva, Maddie teria 22 anos e os McCann teriam, muito provavelmente, continuado a "vida aborrecida" que diziam levar à época em que a filha despareceu. Pelo contrário, cresceram na dor, na angústia e na incerteza do que terá acontecido à menina. No meio do inferno, foram os filhos gémeos, hoje com 20 anos, que os agarraram à vida e à esperança. "Hoje, vivemos uma vida relativamente normal, por vezes prazerosa", admitiu Kate, que nunca desistiu de encontrar a filha.
Os pais de Maddie garantem que, para já, não vão recorrer da decisão do tribunal europeu que iliba de responsabilidades o Estado português e o ex-inspetor da PJ Gonçalo Amaral, mas continuam a afirmar que foi o que escreveu no livro 'Maddie, a Verdade da Mentir' que prejudicou as buscas pela filha. O ex-inspetor mantém a mesma teoria e desafia os pais de Maddie a explicarem aos irmãos os seus comportamentos em férias.
O casal McCann chegou a angariar 2,2 milhões de euros em ofertas para ajudar a encontrar a filha. Ao serem acusados, em setembro de 2007, de terem ocultado o cadáver da filha, as doações caíram a pique. Dali pagaram tudo, até despesas pessoais. Esgotou-se.
Desde o princípio do desaparecimento de Maddie que a opinião pública começou a estranhar como um casal de classe média conseguia o apoio do topo da hierarquia da política inglesa. A imprensa britânica descobriu que o pai Gerry estava envolvido com energia nuclear.