Mário Barroso Soares invoca a avó, atriz silenciada pela ditadura, educadora, única fundadora feminina do PS, primeira-dama e humanista militante, a partir de memórias íntimas da infância.
Paula e Sandra Coelho partilharam uma infância "feliz" mas cheia de dificuldades e desafios que as colocaram à prova. A "menina" do 'Nutícias' partiu este sábado, com apenas 47 anos.
Aos 12 anos de idade, Paula Coelho descobriu que tinha sido adotada. Nunca escondeu os anos difíceis por que passou nem a rebeldia que havia de manter até ao fim. A 'menina' do 'Nutícias' morreu este sábado, aos 47 anos.
É a própria que o conta. Da falta de carinho dos pais e das situações de abusos que marcariam para sempre a sua relação com os homens, nasceria uma força e resiliência que levaram sempre a escritora a dar o próximo passo em frente. Numa conversa intimista, Luísa abre o coração a Duarte Siopa sobre os seus anos mais duros que, no entanto, fariam de si a pessoa que é hoje. Com uma carreira televisiva que iniciou aos 46 anos, o primeiro livro publicado aos 50 e o grande amor conhecido na segunda metade da vida, deixa a mensagem de que nunca é tarde para se começar... e ser-se feliz.
Começou por ser bailarino, passou dez anos na televisão, mas acabaria por ser dispensado da TVI sem um telefonema, num gesto que apelidou de "falta de humanidade". Hoje, é precisamente desse lapso de empatia que o acusam quando se dirigiu a um Nuno Markl em recuperação para tecer juízos de valor sobre o AVC que sofreu. Anti-vacinas e com ideias bastante vincadas, assume que cultiva o amor próprio por não o ter tido numa infância de privações, mas o seu discurso causa mais crispação do que ondas de carinho. O 'decorador' que agora é coach e tem em Joana Marques o seu ódio de estimação.
A separação dos pais, a infanta Elena e Jaime de Marichalar, terá sido um duro golpe que moldou a personalidade do sobrinho do rei Felipe VI, conhecido pelo seu lado rebelde e inconstante.
Aquele que foi primeiro-ministro de Portugal e uma das figuras mais proeminentes da democracia portuguesa teve os seus primeiros anos de vida marcados pela morte trágica de uma irmã que nunca conheceu.