Novas trocas de e-mail divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram as ligações entre André e o magnata David Rowland, que lhe dava dinheiro - e à sua ex-mulher, Sarah Ferguson - em troca de informações confidenciais sobre investimentos. O escândalo de corrupção não era segredo absoluto, já que Carlos III terá recebido uma denúncia anónima sobre o assunto em 2019.
A empresária, que é casada com o aristocrata Ferdinando Brachetti Peretti, demitiu-se da administração de uma proeminente associação de solidariedade britânica depois de terem vindo à tona e-mails em que chamava "querido" ao traficante sexual condenado, ao longo de décadas de correspondência.
A futura rainha da Noruega tem estado 'debaixo de fogo' com a divulgação de trocas de e-mail que provam que tinha uma ligação íntima com o traficante sexual condenado Jeffrey Epstein.
Enquanto o irmão era interrogado pelas autoridades, o rei de Inglaterra marcou presença na abertura da Semana da Moda de Londres, distanciando-se ao máximo da polémica em ambiente de festa, moda e beleza.
Depois do escândalo que o liga a Jeffrey Epstein, de ter perdido todo o apoio da família real britânica, o príncipe André é detido por suspeitas de má conduta em cargos públicos. É o declínio daquele que sempre foi considerado o filho preferido da rainha Isabel II, e que cai em desgraça sem que ninguém da casa real britânica lhe estenda a mão. A dor maior prende-se com o corte de relações com a filha Eugenie.
O irmão do rei Carlos III está a ser investigado pelas suas ligações a Jeffrey Epstein. Depois do primeiro-ministro britânico ter dito que "ninguém está acima da lei", André foi detido esta quinta-feira.
Neste caso, são os milhares e milhares de ficheiros do caso Epstein que dão voz à narrativa do que se passou, durante anos, na recôndita mansão do milionário nas Ilhas Virgens. Organizavam-se verdadeiros banquetes de sexo com raparigas jovens, que estavam expostas às mais variadas humilhações. Por 300 dólares, exigia-se-lhes que "falassem sujo", satisfizessem os fetiches mais escabrosos e fossem o adereço principal de sumptuosos jantares em que se debatiam negócios à mesa e se juntavam alguns dos homens mais poderosos do mundo, que participaram e validaram a barbárie. No entanto, entre as zonas cinzentas da lei, todos dizem o mesmo: estiveram lá, sim, mas não viram nem fizeram nada de errado...
Ghislaine Maxwell, outrora presença constante nos círculos da elite internacional, vê hoje a sua vida marcada pela prisão e pelos escândalos. É a única pessoa condenada por exploração sexual de menores no caso Epstein e continua a desafiar a justiça e a fazer tremer Donald Trump.