Jovem, de 25 anos, esperava há 601 dias pelo direito à Eutanásia. Faleceu esta quinta-feira, serenamente, sozinha, num hospital de Barcelona, onde lhe foi administrado um cocktail de três fármacos, que a 'adormeceram', terminando com um profundo sofrimento de anos, que se agravou após ter ficado paraplégica. É o fim de uma história que comoveu o mundo e que ficou marcada pelas diversas batalhas do pai de Noelia que, católico, tentou impedir a morte medicamente assistida da filha. A família esteve no hospital.
Terminou esta quinta-feira, 19, o julgamento em que o filho da princesa Mette-Marit é acusado de 38 crimes. Depois do relato arrepiante da ex-namorada, o jovem pediu clemência, mas há muito que se transformou no "monstro" da Noruega, com as polémicas a agastarem a saúde frágil da mãe, que precisa desesperadamente de um transplante de pulmão.
Em causa estão as duras críticas de que foram alvo por causa da tutela que controlou a cantora durante 13 anos e que deu origem ao movimento 'Free Britney'.
Nuno Morais Sarmento tinha anunciado em janeiro a sua saída da presidência da FLAD por motivos de saúde, lançando o alerta sobre uma recidiva na luta contra o cancro. Uma batalha que bem conhecia e que enfrentou de frente, recebendo dos médicos a alcunha de 'doente rebelde'. Depois de ter descido aos infernos ao lutar contra um agressivo tumor no pâncreas, teve alta e, mais do que nunca, aproveitou os pequenos prazeres da vida, ainda que sempre com a consciência do machado que pairava sobre si. "Fisicamente não estou recuperado. Tomo não sei quantos medicamentos por dia, que é uma coisa que me incomoda. Tento fazer a vida normal e isso dá-me um gozo. Um dia normal pode ser para mim um dia de extraordinária satisfação. Morreu este sábado, aos 65 anos.
Tédio é uma das palavras que nunca será usada para descrever dez anos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, que dia 9 de março passará a pasta ao aparentemente tranquilo novo eleito António José Seguro. Taticista, Marcelo foi um estratega em Belém, mesmo quando fez da estabilidade política uma bandeira. Criticou o Governo quando este geriu mal o drama dos fogos em 2017, obrigando mesmo António Costa a demitir a MAI da altura. Foi herói a salvar donzelas em perigo no mar, viveu muita proximidade ao povo e acabou vergado por dois duros anos de decisões difíceis e impopulares durante a pandemia da Covid-19. Aguentou demissões e quedas de governos e sofreu ao ver o seu nome envolvido num escândalo de favorecimento. Isso magoou-o pessoalmente e fragilizou-o então junto da opinião pública, das forças políticas e fê-lo cortar relações com o filho, Nuno.