Nuno Morais Sarmento tinha anunciado em janeiro a sua saída da presidência da FLAD por motivos de saúde, lançando o alerta sobre uma recidiva na luta contra o cancro. Uma batalha que bem conhecia e que enfrentou de frente, recebendo dos médicos a alcunha de 'doente rebelde'. Depois de ter descido aos infernos ao lutar contra um agressivo tumor no pâncreas, teve alta e, mais do que nunca, aproveitou os pequenos prazeres da vida, ainda que sempre com a consciência do machado que pairava sobre si. "Fisicamente não estou recuperado. Tomo não sei quantos medicamentos por dia, que é uma coisa que me incomoda. Tento fazer a vida normal e isso dá-me um gozo. Um dia normal pode ser para mim um dia de extraordinária satisfação. Morreu este sábado, aos 65 anos.
Portugal despediu-se de António Lobo Antunes no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Entre lágrimas, homenagens e emoção, familiares, amigos e figuras públicas, incluindo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro Luís Montenegro, marcaram presença nesta última homenagem ao escritor.
Entre lágrimas, recordações e tributos sentidos, Portugal despediu-se de António Lobo Antunes no Mosteiro dos Jerónimos, num adeus que reuniu família, amigos e admiradores da obra do escritor, assim como as mais altas figuras do Estado.
Do registo só constam dois amores: Pedro Passos Coelho casou-se com 'Fá', uma das popstars da 'Doce', mas 18 anos depois o amor chegou ao fim. O político voltaria a encontrar o amor ao lado de Laura Ferreira, mas esta acabaria por falecer, após uma longa batalha contra o cancro. Viúvo aos 55 anos, com uma filha de 13 anos para criar, dedica-se à educação da adolescente. Continua de aliança no dedo apesar de em 2022 lhe terem apontado um romance com uma professora que é fã dele, que o segue para todo o lado e não o larga. Júlia, a filha, faz este ano 18 anos e não tarda voa do ninho. Será que é desta que ele volta à política ativa?
Tédio é uma das palavras que nunca será usada para descrever dez anos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, que dia 9 de março passará a pasta ao aparentemente tranquilo novo eleito António José Seguro. Taticista, Marcelo foi um estratega em Belém, mesmo quando fez da estabilidade política uma bandeira. Criticou o Governo quando este geriu mal o drama dos fogos em 2017, obrigando mesmo António Costa a demitir a MAI da altura. Foi herói a salvar donzelas em perigo no mar, viveu muita proximidade ao povo e acabou vergado por dois duros anos de decisões difíceis e impopulares durante a pandemia da Covid-19. Aguentou demissões e quedas de governos e sofreu ao ver o seu nome envolvido num escândalo de favorecimento. Isso magoou-o pessoalmente e fragilizou-o então junto da opinião pública, das forças políticas e fê-lo cortar relações com o filho, Nuno.
Há oito anos, Pedro Passos Coelho renunciava ao cargo de deputado e fechava a porta política para apoiar a mulher, Laura, no inferno do cancro. Depois da morte da fisioterapeuta, honrou a promessa de estar ao lado da filha menor, enquanto dele dependesse, e fechou-se num casulo familiar. Hoje, com o clã organizado, dá cada vez mais sinais de estar pronto para voltar e, na última terça-feira, 24, declarou-se como uma voz crítica do Governo e não deixou nada por dizer. Da vida de recato ao furacão político, conheça a nova vida do antigo primeiro-ministro.