A fantástica história de Kimi Antonelli, o miúdo tímido de Bolonha, que se tornou campeão de Fórmula 1 aos 20 anos e a quem a fama não subiu à cabeça
Em apenas dois anos tornou-se na maior estrela da prova rainha do automobilismo. Mas quem é o rapaz italiano, que não cede à tentação de fama e mantém a discreta vida de sempre? Nasceu no meio dos motores e tem uma mãe que o obriga a ter os pés na terra.É a grande estrela do momento. Aos 20 anos, o italiano Andrea Kimi Antonelli é o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, tendo conquistado o título de pilotos desta categoria superando o recorde de precocidade de Sebastian Vettel, que tinha 23 anos quando venceu pela primeira de quatro vezes o mundial F1 ao serviço da equipa Red Bull Racing. O jovem piloto italiano da Mercedes-AMG tornou-se assim numa estrela planetária a 1 de novembro de 2026, após terminar o Grande Prémio do México na terceira posição, o suficiente para lhe garantir a conquista do título maior. Ao longo da época de 2026, dominou o pelotão com 9 vitórias, 7 pole positions e 19 pódios, e agora toda a gente fala dele, depois de ter substituído aos 18 anos 'Sir' Lewis Hamilton.
Quem deve estar arrependida de ter terminado em fevereiro o namoro com Andrea, pouco antes do início da temporada de 2026, deve ser Eliška Babícková, uma piloto de karting e influenciadora digital checa que manteve com o rapaz de Bolonha uma relação amorosa ultra discreta durante três anos, embora fossem vistos juntos várias vezes no paddock e que, no fim, decidiu expor tudo e recorrer às redes sociais para confirmar que tinha sido ela a decidir pôr um ponto final no namoro. Explicou Eliška online que o casal já não estava alinhado em termos de valores e objetivos de vida futuros, esclarecendo que a separação foi amigável e sem traições. Do lado de Andrea Kimi nem uma linha. O piloto seguiu com os seus valores e objetivos bem alinhados e focado no que interessa: corresponder às gigantes expectativas que a Mercedes, e em especial o seu tutor Toto Wolff, depositou nele quando tinha apenas 12 anos ao abrir-lhe as portas do seu programa de jovens pilotos, a Mercedes Junior Team.
Sob a tutela da marca alemã, Andrea sagrou-se consecutivamente Bicampeão Europeu de Karting da FIA (OK Class) em 2020 e 2021, consolidando-se como a maior promessa da sua geração, mas com uma tremenda vantagem: nunca perdeu a humildade. Aliás, quem priva com Antonelli destaca a sua personalidade calma, educada e genuína. O próprio piloto já admitiu em entrevistas que a transição de um adolescente normal para uma superestrela global foi "um choque", mas que lhe valeu o apoio psicológico da Mercedes e a blindagem da sua família, que o ajudaram a processar a fama sem perder a identidade.
APAIXONADO PELA BELA SUAMI
Apesar de em seis anos ter sido catapultado para o estrelato mundial e para o topo da Fórmula 1 de forma extremamente precoce, Andrea Kimi Antonelli mantém uma vida pessoal surpreendentemente discreta, simples e muito ligada às suas raízes italianas. Andrea foi criado num ambiente onde o automobilismo sempre foi o negócio e a paixão da família, o jovem campeão do mundo tenta preservar uma rotina normal fora dos circuitos. Tão discreta que, por enquanto, no campo amoroso, são só rumores de que está a conhecer mais intimamente uma jovem chamada Suami Di Tavi, uma estudante italiana na prestigiada Università Cattolica del Sacro Cuore, em Milão, onde frequenta a licenciatura em Economia e Gestão de Empresas, que foi apanhada pelos paparazzi no último verão em clima de cumplicidade com Andrea na exclusiva Costa Esmeralda, na Sardenha, e uns dias mais tarde no superluxuoso, exclusivo e lendário Hotel Splendido, em Portofino, onde partilharam jantares no restaurante DaV Mare e passeios na praça central da pequena vila e junto à marina.
Por enquanto, as únicas mulheres conhecidas da vida de Andrea Kimi Antonelli são a mãe, Veronica, o seu pilar emocional em casa, em Bolonha, tendo sido ela a garantir que o jovem mantinha os pés assentes na terra e não descurava os estudos, e a carismática e igualmente já famosa irmã mais nova, Maggie Antonelli, de 11 anos, que se tornou nos últimos dois anos uma das figuras mais acarinhadas e comentadas no paddock da Fórmula 1. Descrita pelo piloto como a sua "fã número um", Maggie desempenha o papel de um verdadeiro amuleto da sorte nas boxes da Mercedes AMG.
A MARAVILHOSA E CARISMÁTICA MANA NO PADDOCK
Ao longo das épocas de 2025 e 2026, Maggie tornou-se uma presença habitual nas garagens e nos paddocks. O piloto desenvolveu o hábito de, imediatamente após descer do pódio, correr para os braços da irmã para partilhar os troféus e festejar de forma genuína, longe da postura rígida de atleta profissional. É frequente vê-la a segurar as taças e os champanhes das suas vitórias mais marcantes, como aconteceu no emocionante triunfo em Miami no início de 2026.
Maggie tem uma personalidade tão divertida, e lida de forma tão peculiar com a fama repentina do mano Andrea, que uma das suas tiradas espontâneas se tornou meme na F1. Devido à curiosidade constante de jornalistas e adeptos que a abordavam no paddock apenas para obter informações sobre o piloto, Maggie tomou uma atitude radical e uma vez, ao ser questionada diretamente para uma televisão se era irmã de Kimi, ela respondeu com um ar sério: "Não, sou filha única!". A resposta gerou piada interna e espalhou-se rapidamente pelas redes sociais. O próprio Antonelli partilhou a história a rir em declarações a um jornal italiano, explicando que ela simplesmente não tem interesse nos holofotes da F1 e quer apenas ser uma irmã normal que apoia o irmão. Desde então, os mecânicos e alguns adeptos da escuderia Mercedes tratam-na carinhosamente pelo epíteto "suposta irmã".
O papel de Maggie como esteio emocional de Kimi ficou bem patente no fim de semana mais importante da carreira do piloto, quando no México Antonelli se tornou campeão do mundo. O jovem piloto fez questão de chegar ao paddock de mãos dadas com Maggie, que usava o seu já característico chapéu preto. Após cruzar a linha de meta em terceiro lugar e selar a conquista do campeonato do mundo, o jovem saltou do seu carro no ruidoso Estádio Foro Sol e correu diretamente para o reencontro com os pais, Verónica e Marco, e com Maggie, desabando em lágrimas e abraços que comoveram o mundo do automobilismo. Para Kimi, tê-la ao lado em Riccione a ajudá-lo a vender merchandise ou nas pistas sob máxima pressão prova que, "por trás de cada capacete, há uma família a torcer".
E foi no seio dessa família que Andrea absorveu, desde muito pequeno, o prazer pelas pistas. Começou a correr aos sete anos em Kart, mas a paixão pelas corridas está no ADN dos Antonelli. O pai, Marco Antonelli, é um antigo piloto de automóveis e o proprietário da Antonelli Motorsport, uma equipa italiana de sucesso que compete em campeonatos de GT e de Fórmula 4, e foi ele quem lhe transmitiu o amor pela velocidade e geriu os seus primeiros passos logo bem sucedidos no 'karting' que chamaram a atenção da Mercedes.
PIZZAS, PASSEIOS EM BOLONHA, FUTEBOLADAS E PLAYSTATION
Apesar de a maioria dos pilotos de F1 se mudar para o Mónaco ou para Londres por razões fiscais e logísticas após conquistarem pódios e fama, Antonelli optou por continuar a viver na sua cidade natal, Bolonha, no norte de Itália, valorizando a proximidade com os amigos de infância e com a família. Quando não está no simulador da Mercedes em Brackley, num circuito ou focado na preparação física exigida para a F1 (ciclismo e treino de força, Kimi gosta de fazer longas tiradas de bicicleta pelas colinas e estradas secundárias da região da Emília-Romanha, aproveitando as paisagens italianas para relaxar a mente), é um fã apaixonado de futebol e um apoiante assumido do Bologna FC, acompanhando os jogos da equipa sempre que o calendário da F1 o permite.
Praticante Ativo do desporto rei, adora jogar com os amigos de infância quando regressa a Itália. Nos últimos anos, também se rendeu à febre do padel, participando em partidas amigáveis e competitivas para manter a agilidade e o reflexo, e é mega fã de serões de videojogos em casa com os amigos ou online no iRacing e no jogo oficial da F1, prazer que partilha frequentemente com outros pilotos do paddock, como Max Verstappen.
Quando está em Bolonha, Antonelli faz questão de ser "apenas mais um". O seu fim de semana ideal envolve reunir os amigos mais próximos para comer pizza, passear pelo centro histórico da cidade ou simplesmente relaxar em casa com os pais e a irmã Maggie. Até muito recentemente, Antonelli teve de conciliar as viagens constantes e os campeonatos internacionais de Fórmula 2 e Fórmula 1 com o ensino secundário em Itália. Os professores e colegas descreviam-no como um jovem humilde que não gostava de se gabar do seu sucesso nas pistas. E ele é, por enquanto, efetivamente muito reservado. As suas redes sociais são geridas quase exclusivamente com foco na sua carreira profissional, patrocínios e momentos com a equipa Mercedes AMG, partilhando muito pouco sobre a sua intimidade.