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Missão Artemis II: o que espera os quatro astronautas no regresso à Terra? A família e a vida de cada um deles

Depois de terem “mergulhado” no lado oculto da Lua, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen estão de volta a "casa".
Por Ana Cristina Esteveira | 08 de abril de 2026 às 13:51
Artemis II Flash
Artemis II Flash
Artemis II Flash

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen estão de regresso à Terra depois de terem estado o mais longe que alguma vez esteve um ser humano do nosso planeta. A bordo da nave Orión, esta missão que aconteceu 54 anos depois do último voo tripulado [o último voo tripulado à Lua foi lançado a 7 de dezembro de 1972, na missão Apollo 17] teve como objetivo orbitrar a Lua, mas sem qualquer alunagem. 

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Mas quem são os quatro astronautas desta tão falada missão? Que vida tinham antes de embarcar nesta viagem única? Que família deixaram por cá? E como serão agora os seus dias doravante? Tentamos responder a todas estas questões que tanta curiosidade têm suscitado.

Reid Wiseman: nascido em Baltimore, Maryland, há 51 anos, Wiseman foi o comandante da Missão Artemis II. O seu percurso até chegar à NASA não deixa de ser curioso, pois foi 'Marine', ou seja, era militar dos fuzileiros norte-americanos tendo inclusivamente servido no Médio Oriente. Viúvo há seis anos - perdeu a mulher, Carroll,  após uma longa luta contra o cancro - Reid Wiseman é pai a tempo inteiro das suas duas filhas adolescentes, Katey e Ellie. Foram elas a sua grande preocupação antes de aceitar o desafio de embarcar na nave Orión: "Foi bastante duro... Não foi como se  tivesses de acabado de ganhar a lotaria e saísses a saltar de alegria. Não foi nada essa sensação", assumiu numa entrevista ao podcast 'Curious Universe' da NASA. Antes de embarcar explicou tudo às duas filhas e não lhe escondeu os riscos. "Aqui é onde guardo o testamento, aqui estão os documentos de fideicomisso, se me acontecer alguma coisa, isto é o que vai acontecer... ", estas foram as conversas que teve antes da viagem com Katey e Ellie. O comandante levou consigo um pequeno bloco de notas para anotar todos os seus sentimentos e sensações ao longo dos dias da missão. Mais uma curiosidade sobre o comandante: confessou ter medo das alturas. 

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Christina Koch: a única mulher desta viagem e a primeira a integrar uma missão à Lua. Nasceu em Grand Rapids, Michigan, mas cresceu na Carolina do Norte. No seu quarto de menina tinha na parede uma fotografia da Terra tirada por Bill Anders a partir da Apollo 8, mal sabia ela que um dia, no futuro, viveria o privilégio de poder ser ela a ver a Terra desde o espaço. "O facto de haver um ser humano por trás da lente deu mais profundidade a esta foto e mudou a forma como pensamos sobre o nosso próprio planeta”, disse Christina que garante que o seu desejo de ser astronauta nasceu no momento que foi um homem e não uma máquina a tirar aquela fotografia. “A Lua não é apenas um símbolo para refletirmos sobre o nosso lugar no universo, é um farol para a ciência e para entendermos de onde viemos”, acrescentou. Quanto ao artigo pessoal que lhe foi permitido levar consigo, escolheu várias notas escritas à mão pelas pessoas que mais ama e que cá ficaram ansiosamente à sua espera. Entre essas pessoas está o marido.

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Jeremy Hansen: o único canadiano desta missão e o primeiro desta nacionalidade a alcançar a Lua: "As missões Artemis estabeleceram uma meta tão ambiciosa para a humanidade que… nações do mundo inteiro estão-se a unir num único objetivo”, explicou este ex-piloto de combate durante uma entrevista. Hansen é casado e tem três filhos, mas mesmo assim correu atrás do sonho de uma vida que começou quando ainda era criança com a Apollo 8. Assumiu que desde que aceitou o desafio de integrar a Missão Artemis II passou a falar de um outra forma para a sua própria família e a forma como encarava o mundo também passou a ser influenciada pelo passo arriscado que se preparava para dar. Em relação aos artigos pessoais que os astronautas podiam levar na pouca bagagem, Hansen escolheu fazer-se acompanhar de quatro brincos em forma de lua – um pela mulher e três por cada um dos filhos – gravados com a frase "até à lua e voltar". Além disso, cada brinco tinha cravejadas as respetivas pedras de nascimento. Mas como bom canadiano que é, Jeremy ainda levou xarope e bolachas de ácer.

Victor J Glover: mais um ex-piloto de combate da marinha norte-americana que se deixou seduzir pela NASA, instituição para a qual começou a trabalhar em 2013. O primeiro afro-descendente a viajar até à Lua é natural de Pomona, na Califórnia, tendo-se formado em engenharia na Califórnia Polytechnic State University, onde competiu em dois desportos: futebol americano e luta livre. É casado com Dionna Glover com quem tem quatro filhas: Genesis, Maya, Joia e Corinne. Em relação aos artigos pessoais que lhes foram permitidos levar, Glover optou por uma Bíblia. Em várias entrevistas, o astronauta revelou que a oração faz parte constante de sua vida, inclusive em momentos decisivos da carreira. Levou também a sua aliança de casamento e algumas recordações de família, bem como uma coleção de citações inspiradoras compiladas pelo astronauta da Apollo 9, Rusty Schweickart. 

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