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Em que ponto está a herança de Marco Paulo? Da vida do compadre em luxuosa moradia aos planos de Dudu para lutar pelo que 'é seu'

No dia em que Marco Paulo completaria 81 anos, a sua última vontade continua por cumprir. Sem haver qualquer intenção de acordo, o bombeiro Eduardo perdeu a paciência e vai mesmo para tribunal, enquanto o compadre continua a usufruir dos luxos que o cantor deixou, ganhando tempo para a batalha, que parece cada vez mais uma inevitabilidade.
21 de janeiro de 2026 às 20:04
marco paulo, toni coelho, bombeiro eduardo
marco paulo, toni coelho, bombeiro eduardo

Quando alterou o testamento para incluir Eduardo Ferreira – o amigo que fez na parte final da sua vida e que lhe trouxe mais alegria precisamente quando os seus dias estavam mais cinzentos – Marco Paulo estava perfeitamente consciente de que a tomada de decisão iria causar grande celeuma no seio do seu núcleo mais próximo. Conhecia bem o compadre, António Coelho, e sabia que poderia não reagir bem à decisão pelo que nada comunicou acerca das mudanças. No entanto, advertiu Dudu, como é carinhosamente tratado o bombeiro, lançando-lhe um alerta: "Prepara-te para a guerra". Ele levou o conselho bem a sério, até porque desde que o documento foi aberto percebeu que António Coelho e o afilhado de Marco Paulo, Marquinho, não lhe iam facilitar a vida

Passou-se mais de um ano desde que o artista faleceu – vítima de cancro – e desde então, o processo já passou por vários estágios, bens foram inventariados, a fortuna de Marco Paulo calculada, mas em nenhum momento houve indícios de que os herdeiros poderiam chegar a um entendimento a bem. "Ainda não houve acordo. Estou muito desgastado e o mais certo é mesmo avançar para tribunal. Ainda tenho uma pequena esperança que isto se resolva a bem, mas acho que há 99,9% de possibilidades de acabarmos em tribunal", disse o bombeiro de Braga ao Correio da Manhã.

Foi-lhe destinado pelo artista apenas 10 por cento da herança, mas apesar de se tratar da menor parte do bolo, isso foi o suficiente para que Toni – compadre e antigo manager de Marco Paulo – e Marquinho se sentissem como que atraiçoados, num processo que muito em breve poderá conhecer avanços na Justiça.

Certo é que até lá António Coelho e o filho continuam a usufruir do património e Marco Paulo, com o compadre a viver na sumptuosa moradia em Sintra que era propriedade do cantor.

FONTE DE FELICIDADE

Quando chegou à vida de Marco Paulo, Dudu era uma espécie de luz no dia a dia para o artista. "Lá vou eu para as Carmelitas, para as clausuras", dizia Marco Paulo, conta quem o conheceu de perto, sempre que regressava de Braga e se sentia a voltar para aquilo que já considerava o "convento", a sua casa de Sintra, que em tempos foi uma festa e que, por essa época, só abria portas para receber o programa da SIC, 'Alô, Marco Pauco', filmado nos jardins, com Ana Marques e muitos convidados. 

Casa de Sintra onde vivia, há anos, António Coelho, o Toni, companheiro de uma vida, confidente, empresário, contabilista, amigo e compadre (como era conhecido) de Marco Paulo. Toni dedicou a vida ao cantor. Começaram a viajar juntos, para todos os espetáculos do artista, desde muito cedo. Toni era uma espécie de 'road manager', a pessoa que tratava de tudo quando andavam na estrada. A ele juntou-se Maria Violante, a mulher com quem Toni casou, e de quem teve um filho, Marco António, o Marquinho, afilhado do cantor e "luz daquela casa", como não se cansava de afirmar. Todos viviam em Mem Martins, Sintra: Toni, Maria Violante, Marquinho e, claro, Marco Paulo. Além dos funcionários dedicados que os acompanharam durante anos. Marquinho tornou-se o menino da casa, adorado pelo padrinho e conhecido dos fãs. Era o filho que Marco Paulo nunca teve mas que sempre considerou como tal

Não foi por isso de estranhar que Toni e Marquinho se tornassem os primeiros herdeiros oficialmente conhecidos do cantor após a sua morte, a 24 de outubro de 2024. Eles eram a vida do cantor, quem esteve sempre presente, quem o acompanhou, ao contrário da família, de quem Marco Paulo viveu sempre mais distante

A surpresa só chegou depois: o herdeiro desconhecido, Eduardo Ferreira, o bombeiro Dudu. O seu nome foi desvendado quando se soube de um testamento, escrito pouco tempo antes da morte, por Marco Paulo. 

E a partir daí começou a "guerra", de que o cantor falava ainda em vida. Já não era a família que tentava reclamar a sua parte na herança embora tenha sido afastada do testamento. Agora era uma nova personagem, Eduardo, o bombeiro de Braga, que reclamava oficialmente os seus 10% que Marco Paulo lhe confiou no seu último testamento. 

A questão passou então a ser: que 10%? Ou melhor, do que se falava: dinheiro nas contas bancárias do cantor – nas quais António Coelho é autorizado, ou não fosse ele que tratava das finanças do cantor – o que incluía todas as despesas com saúde e com os tratamentos a que este foi submetido nos últimos anos - e património. Por este último entenda-se o que "sobra" após muita especulação em torno de apartamentos nos Estados Unidos, por exemplo, que nunca apareceram. A casa de Mem Martins – onde Toni continua a viver –, uma em Sesimbra e outra no Algarve, além de um barco (literalmente) "encalhado" constituem o património do cantor. E são 10% deste, nem como das contas praticamente a "zeros" de Marco Paulo, que o bombeiro de Marco reclama. 

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'Nunca quiseram falar publicamente': Levi Filipe Marques sobre herdeiros de Marco Paulo

Conhecido o património, falta agora dividi-lo, sendo que o tempo passa e Dudu continua afastado do valor que é suposto ser seu, não tendo outra alternativa do que a de avançar para tribunal, depois de um ano em que tentou romper em definitivo o anonimato, participando num reality show da TVI, mas voltou aos dias da corporação, à espera que se cumpra o último desejo de Marco Paulo, de quem se tornou íntimo em fim de vida.

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