No dia em que Marco Paulo completaria 81 anos, a sua última vontade continua por cumprir. Sem haver qualquer intenção de acordo, o bombeiro Eduardo perdeu a paciência e vai mesmo para tribunal, enquanto o compadre continua a usufruir dos luxos que o cantor deixou, ganhando tempo para a batalha, que parece cada vez mais uma inevitabilidade.
Aos 14 anos, virou-se para a fé, entrou no Seminário e, não fossem as mulheres, talvez hoje André Ventura estivesse a pregar outro tipo de sermões. Da religião, saltaria para o curso de Direito, foi comentador de futebol até que em 2019 fundou o Chega, que mudaria toda a sua vida. Pelas suas posições políticas, passou a andar em permanência com pelo menos dois guarda-costas, afastou a mulher da esfera mediática para a proteger e adiou a decisão de ter filhos por questões de segurança. No entanto, admite que por vezes se sente a sacrificar em demasia o lado pessoal, já tendo falhado momentos importantes. A mãe é quem lhe dá os puxões de orelhas.
O compadre de Marco Paulo participou no programa da SIC de homenagem ao cantor, um ano após a sua morte, e quebrou o silêncio, mas nem o recado que deixou ao bombeiro lhe valeu comentários simpáticos.
Num programa especial, conduzido por Ana Marques, a SIC regressou ao espaço que fui o último palco do cantor e que agora pertence ao compadre Toni Coelho.
Fazem parte da mobília da SIC, mas apesar de partilharem o mesmo programa, não conseguem colocar de lado os problemas acumulados durante anos de trabalho e convivência. Como o peso da convivência se transformou num estorvo para a dupla de apresentadores de 'Alô Portugal'.
O primeiro testamento do cantor veio revelar uma fortuna muito superior ao esperado, no entanto, contas feitas, parece bastante longe da realidade. A começar pelo património imobiliário de milhões.