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Perdeu tudo! A nova vida do ex-príncipe André no exílio com um único ombro amigo na família real, renegado por todos

Depois de revelado o seu envolvimento no escândalo em torno de Jeffrey Epstein, André entregou os luxos e fechou a porta do palacete de Windsor, mudando-se para uma mais modesta casa de campo, onde ninguém o visita e está cada vez mais confinado ao isolamento.
Rute Lourenço
Rute Lourenço
16 de abril de 2026 às 20:40
Perdeu tudo. A nova vida do príncipe André no exílio com um único ombro na família real
Príncipe André
Príncipe André
Príncipe André, Sarah Ferguson
Príncipe André enfrenta afastamento da filha Eugenie após escândalo sexual
ex-Príncipe André
Escândalo Epstein levanta dúvidas sobre a sucessão ao trono britânico. Pode o ex-príncipe André perder o lugar?
Príncipe André
Príncipe André
Príncipe André, Sarah Ferguson
Príncipe André enfrenta afastamento da filha Eugenie após escândalo sexual
ex-Príncipe André
Escândalo Epstein levanta dúvidas sobre a sucessão ao trono britânico. Pode o ex-príncipe André perder o lugar?

A decisão foi clara, para não deixar margens para dúvidas. Face à ligação óbvia do príncipe André ao escândalo de pedofilia de Jeffrey Epstein, o irmão, Carlos III, retirou-lhe não só os títulos reais como todas as regalias, o que implicou que o monarca, de 66 anos, tivesse de se despedir da sua imponente mansão em Windsor, com mais de 30 dormitórios, propriedade da Casa Real britânica, e fazer as malas para um novo e mais modesto lar.

No início de abril, ficou concluída a sua mudança para Marsh Farm, na propriedade de Sandringham, uma habitação muito mais austera, que servirá de residência a André Mountbatten e que é vista como uma espécie de exílio. Ali, longe do burburinho mediático, mas também da movida londrina, está confinado a um isolamento, que se agravou com a revelação do escândalo. Agora, o príncipe é visto como uma persona non grata e viu o clã virar-lhe costas, a começar pelas duas filhas, Beatrice e Eugenie, que cortaram laços com o pai. Mas não só. Kate Middleton e William restringiram todas as comunicações. Com o monarca, Carlos III, igualmente e, de acordo com o 'Daily Mail', há apenas um elemento da família que se mantém em contacto.

Príncipe André
Príncipe André

Antes da Páscoa, o príncipe Eduardo - irmão de Carlos, André e da princesa Ana - foi visto no exílio de André para uma visita fugaz. Diz-se que o monarca está bastante preocupado com a saúde mental do príncipe e com este novo isolamento, razão pela qual fez questão de ir até Sandringham para demonstrar o seu apoio, o que foi um ato único. Na mesma altura, vários membros da realeza britânica encontravam-se nas imediações a propósito da pausa de Páscoa, mas a verdade é que ninguém ousou pisar Marsh Farm, que é vista como a nova maldição para o clã, que desde Meghan Markle tenta escapar a novas polémicas, mas parece, no entanto, perseguido por estas, sendo que agora cada passo é medido ao detalhe.

O PASSADO QUE ISABEL II TENTOU CAMUFLAR

O caso Jeffrey Epstein trouxe à tona aquilo que durante muito tempo a rainha Isabel II tentou esconder. Não é segredo, e sempre foi dito - mesmo em tom de brincadeira - que André era o filho predileto da monarca, razão pela qual sempre lhe amparou todos os golpes. Quando Isabel II morreu, em 2022, foi como se André perdesse a aura de impunidade em que estava envolvido, e o irmão, Carlos III, não teve a mesma condescendência da mãe, tomando medidas severas mal chegou ao poder.

Desde então, o passado do ex-duque de York continua a vir à tona, com o temperamento agressivo a ser amplamente publicitado. Segundo revelações do biógrafo real Robert Hardman, publicadas no jornal 'Daily Mail' e citadas pela revista espanhola 'Semana', André Mountbatten-Windsor terá protagonizado um incidente que envolveu confronto físico nos corredores do Palácio de Buckingham.

O episódio terá ocorrido durante o período em que André servia como enviado comercial do Reino Unido. De acordo com Hardman, o ex-príncipe terá agredido o então chefe da Casa Real, o vice-almirante Tony Johnstone-Burt. Tudo porque o funcionário lhe terá negado o uso de uma sala específica no palácio para um evento do seu projeto 'Pitch at the Palace', uma vez que o espaço já estava ocupado. André, conhecido por "não aceitar um não", terá descarregado a sua fúria no oficial.

A gravidade do incidente fez com que o episódio chegasse aos ouvidos da mãe, a rainha Isabel II. No final, acabou por ser o pai de André, o príncipe Philip, a assumir a responsabilidade de "limpar" o estrago, através de uma carta com um pedido de desculpa formal ao vice-almirante em nome da família. Enquanto o duque de Edimburgo tentava minimizar o escândalo, a reação de André terá sido descrita como pouco sincera e evasiva.

O biógrafo Robert Hardman sublinha que, embora Isabel II não protegesse o filho de forma explícita, via-o como o membro mais "vulnerável" do clã, o que poderá ter influenciado a gestão para abafar estes episódios de má conduta de André. O biógrafo recorda ainda o desconforto que o antigo príncipe causava em fóruns internacionais, como em Davos, onde era conhecido por comentários inapropriados e atitudes problemáticas.

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