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Hollywood ainda é o que era! Venha daí até ‘Babylon’, o filme exuberante em que a Meca do cinema se olha ao espelho

Pelas mãos de Damien Chazelle, realizador de ‘La La Land’, chega um filme que apontou ao céu com o seu super-elenco liderado por Brad Pitt e Margot Robbie, mas que fracassou na bilheteira. Em Portugal, pode ser visto já hoje.
Afonso Coelho
Afonso Coelho
18 de janeiro de 2023 às 22:46
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Margot Robbie e Diego Calva em 'Babylon' Foto: Paramount Pictures

Existem filmes que, à primeira vista, não conseguem esconder a ambição de se estabelecer enquanto clássicos de uma geração. ‘Babylon’, que estreia em Portugal nesta quinta-feira, conjuga uma série de fatores que dão várias indicações nesse sentido.

O realizador Damien Chazelle, responsável pelos êxitos ‘La La Land: Melodia do Amor’ ou ‘Whiplash – Nos Limites’, apostou numa duração de mais de 3 horas, num esforço para obter a maior possível minúcia no que concerne a precisão histórica e num mega elenco, que reúne Brad Pitt, Margot Robbie, Tobey Maguire, Samara Weaving, Jean Smart, Diego Calva, Flea, Jovan Adepo, Li Jun Li e Spike Jonze.

O orçamento totalizou cerca de 80 milhões de dólares, equivalente a 74 milhões de euros. Um valor que poderia não parecer tão elevado até uma comparação com as receitas de bilheteira: apenas pouco mais de 14,2 milhões de dólares, ou 13,1 milhões de euros.

Este número já levou o filme a ser adjetivado como um potencial ‘flop’ cinematográfico do ano, ainda que crítica e público nos Estados Unidos se tenham dividido entre quem considere uma produção de grande qualidade e quem considere excessiva a exuberância da longa-metragem.

UMA ODE A HOLLYWOOD

‘Babylon’ é, no seu seio, uma homenagem a tempos idos de Hollywood, passada entre o final da década de 1920 e o início da de 1930, quando o cinema mudo dá lugar ao cinema sonoro e várias das principais figuras da Sétima Arte são forçadas a adaptar-se aos novos tempos, evocando o guião de, por exemplo, 'Serenata à Chuva' ou de 'O Artista', vencedor do Óscar de melhor filme em 2011.

As personagens do filme estão ligadas a vários dos mais tradicionais perfis ligados ao cinema nesta época, algumas delas sendo mesmo figuras reais como o executivo Irving Thalberg, a atriz Marion Davies ou o magnata William Randolph Hearst, que muitos conhecerão como a inspiração para o Charles Foster Kane, de ‘Citizen Kane’.

Entre as outras, Diego Calva, de ‘Narcos’, interpreta Manny, enquanto Margot Robbie é Nellie LaRoy, dois atores que ambicionam alcançar o topo da indústria. Ao mesmo tempo, o duo coexiste com Jack Conrad, a estrela de cinema mudo à qual Brad Pitt dá vida.

No entanto, para além destas, existe ainda um vasto leque de outras personagens, com pontos de partida e funções distintas no filme e que dão cor ao universo épico imaginado pelo cineasta franco-americano, que defende a receção contrastante àquela que é a sua quinta longa-metragem enquano realizador.

"É bom que haja algo que estimule a conversa e o debate e opiniões muito vincadas em ambos os lados. Sabíamos que o filme iria agitar as águas e enfurecer pessoas e eu acho que isso é bom. Mais filmes deveriam fazer o mesmo", frisou Damian Chazelle à 'Insider'.

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