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10 anos sem Maddie

"Corpo de Maddie foi congelado", acredita inspetor

Os fluídos corporais e o odor a cadáver, encontrados no carro alugado pelos McCann meses após o desaparecimento de Maddie, levam Gonçalo Amaral a afirmar que o corpo da filha de Gerry e Kate McCann foi congelado.
Por Isabel Laranjo | 02 de maio de 2017 às 19:57
Gonçalo Amaral, antigo inspetor da Polícia Judiciária de Portimão, acredita que o cadáver de Maddie McCann, desaparecida há 10 anos, foi congelado.
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O inspetor, que acabou por ser afastado do caso e está reformado, tem uma teoria assente nas buscas feitas pelos cães pisteiros ingleses, trazidos a Portugal pela Scotland Yard. "Se o carro foi alugado meses depois; se ocorreu uma morte muito tempo antes, para existirem fluídos corporais, como se tivessem escorrido para ali, o corpo quando foi colocado na bagageira tinha que vir de um sítio onde estivesse congelado para depois descongelar daquela forma", afiança o antigo inspetor à CMTV.
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Os McCann junto à viatura onde foram encontrados os vestígios de sangue e odor a cadáver, pelos inspetores da polícia inglesa.
A CMTV dedicou um especial de informação ao caso: 'Maddie: O Enigma', a marcar os 10 anos sobre o desaparecimento da criança, na praia da Luz, Algarve, onde os pais passavam férias com a menina e os irmãos gémeos.

Gonçalo Amaral assenta a sua teoria em todos os vestígios que foram encontrados dentro do apartamento que foi utilizado pelos McCann e no carro que alugaram, meses depois, quando voltaram a Portugal. Acompanhado pela CMTV, o antigo inspetor fez toda uma reconstituição do que terá sucedido, na praia da Luz, junto à casa. 

INGLESES É QUE ENCONTRARAM VESTÍGIOS DE SANGUE

A polícia inglesa esteve em Portugal, com cães pisteiros. O ex-inspetor explica para que serviam os animais que foram trazidos pelos inspetores britânicos. "São cães ingleses treinados, com um perito. São cães utilizados para detetar odor de cadáver, um, e outro para deterar odor de cadáver e sangue", explica Amaral.
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Um dos cães ingleses a vistoriar o automóvel onde encontrou odor de cadáver e fluídos corporais.
O inspetor, que foi processado por Kate e Gerry McCann mas acabou ilibado, no Supremo Tribunal de Justiça, explica ainda que a PJ nada teve a ver com estas buscas, que acabam por corroborar a sua teoria de que os pais da menina não estarão inocentes e saberão o que aconteceu à filha. "Foram propostos pela polícia inglesa numa fase em que se apontava para a eventual responsabilidade dos pais no desaparecimento da criança".

Gonçalo Amaral aponta os locais onde os cães pisteiros detetaram o odor a cadáver. "Foi encontrado odor a cadáver neste jardim, na parte de dentro do jardim, e também no interior da casa, na zona do quarto habitado pelos pais. Junto ao roupeiro, exatamente".

A descrição prossegue, detalhada: "E também [foram encontrados] fluídos corporais no cortinado e no chão, numa parede que dá para o outro lado aqui na sala. Dá ideia, pelo que o perito dizia, que o corpo esteve aqui alguns minutos no chão, antes de sair daqui para outro sítio qualquer". Outros indícios semelhantes foram, segundo recorda Gonçalo Amaral, "na zona dos arbustos. Isso está filmado, está documentado".
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O quarto onde Maddie e os irmãos dormiam. Na janela, pó vermelho que serve para descobrir vestígios úteis para a investigação policial.
O facto de existirem fluídos corporais no carro, alugado meses após o desaparecimento, corrobora a tese de que Maddie foi congelada depois de morta. "Porque senão o corpo estava mumificado, seco, podre. Mas não iria deixar fluídos corporais. Em princípio, muito provavelmente, só com a congelação".


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