Carlos III gera revolta e indignação: "É uma traição"
Uma alteração na forma como Carlos III encara o seu papel está a gerar forte polémica. Um antigo confidente do monarca acusa-o agora de ter quebrado a tradição, considerando a mudança uma verdadeira "traição".Os setores mais conservadores do Reino Unido mostram-se indignados com Carlos III, depois de o monarca britânico ter alterado a forma como define o seu papel religioso. A polémica surgiu na sequência da publicação do mais recente Relatório da Subvenção Soberana (Sovereign Grant Report), no qual é apresentada uma nova interpretação dessa função.
Ainda não percebeu a origem da polémica? Nós explicamos. Carlos III, que é também o chefe supremo da Igreja de Inglaterra, detém tradicionalmente o título de "Defensor da Fé". No entanto, o referido documento apresenta uma nova interpretação desse papel, descrevendo o monarca como o "protetor do espaço para a fé numa nação multirreligiosa", em vez de o retratar apenas como o guardião da fé anglicana.
À primeira vista, a alteração pode parecer meramente simbólica, mas desencadeou uma onda de críticas ao monarca. Gavin Ashenden, antigo capelão honorário da rainha Isabel II, chegou mesmo a acusar Carlos III de cometer uma "grave traição", defendendo que a proteção da fé anglicana faz parte do juramento prestado pelo rei durante a cerimónia de coroação.
Num artigo publicado na plataforma 'Substack', Gavin Ashenden, antigo confidente de Carlos III, considera que a nova redação representa uma mudança de grande significado. "O que parece ser um ajuste nos seus juramentos de coroação é, na verdade, uma traição ao seu cargo, à sua fé cristã e à fé dos seus súbditos", escreve o antigo capelão.