Cronologia de um desastre. Como Meghan Markle quis conquistar Hollywood, perdeu tudo e foi aconselhada a "desaparecer"
Em seis anos, resvalaram a pique do céu ao inferno. Assinaram acordos milionários, ambicionaram conquistar Hollywood, rodearam-se de vizinhos famosos, mas de tudo o que tentaram nos Estados Unidos, tudo correu mal e o último projeto, estrado em agosto, revelou-se um fracasso tão grande que Meghan e Harry foram aconselhados a desaparecer por uns tempos. Na bancarrota e sem o estatuto com que um dia sonharam, aí estão eles, de volta a 'casa'...Em 2020, Meghan Markle e Harry chegavam aos Estados Unidos em apoteose, com o brilho que o seu estatuto real lhes conferia e uma ideia muito clara: iam usar a experiência dela como atriz para se imiscuírem em Hollywood e o parentesco dele como um isco para a fama.
Meghan, que nunca havia conseguido o estrelato das grandes produções cinematográficas enquanto atriz nem dar o salto numa carreira mediana, queria finalmente atingir o topo e não se pode dizer que não tenha tentado muito. O casal começou por instalar-se numa mansão de 15 milhões de euros, em Montecito, na Califórnia, onde tinha todos os vizinhos famosos que se pudesse imaginar. Era a base de um status quo, que rapidamente começaria a dar frutos.
Nos anos seguintes, assinaram um acordo de 100 milhões com a Netflix e outro de 20 milhões de euros com a Spotify, Meghan criou a sua própria marca de compotas, estreou um documentário em seu nome, que teve duas temporadas. Ao lado de Harry, foi recebida por Oprah Winfrey, a quem contou todas as humilhações a que havia sido sujeita na família real: sim, tinham-lhe perguntado sobre quão escura poderia ser a pele do seu bebé, sim Kate Middleton tinha-a feito chorar, sim teve pensamentos suicidas. Frases às quais Harry reforçava: não, não ia permitir que a história se repetisse, que a mulher passasse pelo mesmo que a mãe, Diana.
No entanto, de tudo o que os dois tentaram, houve sempre qualquer coisa que os impediu de ir mais além. Estavam longe de ser consensuais, ela criava pouca empatia. E mesmo depois de ter aberto as suas redes sociais para se aproximar das pessoas, isso não a ajudou propriamente, sempre foi mais alvo de ataques do que simpatia. Entre as críticas, as mais comuns eram as de que Meghan nunca desfazia a pose, estava sempre a representar e, quando se vestiu com uma camisola da falecida sogra, Diana, em mais um dia normal na sua moradia de luxo, o Reino Unido caiu-lhe em cima. Era só o que faltava que agora também usasse a imagem da 'Princesa do Povo' para se promover.
De entre tudo o que o casal tentou, quase tudo fracassou e a verdade é que neste momento em que Meghan e Harry estão a dias de voltar para Inglaterra com os dois filhos, Archie e Lilibet, de sete e cinco anos, o desmoronamento de uma vida de sonho há muito que está em curso. Todos os contratos que mantinham foram extintos e a estocada final aconteceu depois de estrearem o documentário 'Cookie Queens', do qual são produtores executivos.
De acordo com os números oficiais, o projeto, sobre vendedoras de bolinhos para os escuteiros (as Cookie Scouts) não conseguiu angariar mais de 513 mil dólares (menos de 450 mil euros) desde a sua estreia a 7 de agosto. Uma média de 635 euros por sala, o que fez com que tivesse ficado na semana de estreia apenas em 15º lugar, muito longe do que estava previsto. As críticas choveram e a especialista em realeza do 'Page Six' carimbou o fracasso, deixando um aviso ao casal. Depois disto, o melhor era desaparecerem profissionalmente. "Ambos são muito conhecidos e têm muito nome, mas não conseguiram transformar o nome deles em algo rentável. Eu dir-lhes-ia para desaparecerem profissionalmente durante algum tempo, reduzirem drasticamente o número de anúncios e identificarem um projeto verdadeiramente convincente, rodeados de pessoas experientes que saibam como o executar", advertia Kinsey Schofield. Era o fim do sonho para Meghan, que não se consumia assumir na indústria de Hollywood. Uma humilhação.
Diz-se que, depois destes projetos fracassados, o casal está na bancarrota, sem dinheiro para manter a sua mansão megalómana e que só lhes resta voltar para Inglaterra, onde apesar de se manterem como membros não ativos da família real, se fala que haverá tentativas de reaproximação, que o dinheiro terá de vir de algum lado. No burburinho mediático, diz-se que o casal tem um plano.
Para já, sentamo-nos a assistir a mais um capítulo desta história, a do príncipe rebelde e a sua Cinderela que estão de volta a casa.