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"Escondi-me atrás da franja". Príncipes William e Harry revelam tudo o que sentiram no funeral da mãe, a princesa Diana, há 29 anos

Filhos falam sobre como sobreviveram, forçados pela família, à obrigação de seguir em público o caixão da mãe, quando só queriam chorar em privado.
Por João Bénard Garcia | 31 de agosto de 2026 às 21:15
FILE - In this Saturday, Sept. 6, 1997 file photo, Prince Charles, the former husband of Diana, Princess of Wales, Foto: Joel Robine / AP

Os príncipes William e Harry contam, anos após a morte da mãe, Diana Spencer, a dor que sentiram no dia do seu funeral, obrigados a seguir o caixão da mãe através do The Mall até à Abadia de Westminster, em Londres. A decisão não foi dos dois príncipes, mas sim tomada pela família. Um membro do staff da rainha Isabel II revela agora, num documentário da BBC, que a realeza teve muitas dúvidas sobre esta dura decisão. "Houve dúvidas até ao último dia sobre se os rapazes se sentiriam capazes de o fazer, se estariam à altura, se deveriam fazê-lo".

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Milhões de pessoas nas ruas de Londres e muitas centenas de milhões através das televisões assistiam à passagem dos filhos de Diana atrás do caixão da mãe e por isso, para William, o atual príncipe de Gales e herdeiro da coroa britânica, teve um significado especial. "Não foi uma decisão fácil e foi, de certa forma, uma decisão coletiva da família. Foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Existe um equilíbrio entre o dever e a família e foi isso que tivemos de fazer", reconhece.

Já Harry ainda se sente perdido sobre tudo o que se passou no dia do funeral da mãe, quando tinha apenas 12 anos. "Sinceramente não tenho uma opinião sobre se isso foi certo ou errado. Olhando para trás fico contente por ter feito parte desse momento", acredita, tendo o irmão mais velho uma visão diferente e mais concreta do que viveu: "A parte mais difícil foi aquela caminhada longa e solitária. Só queria entrar numa sala e chorar, tinha acabado de perder a minha mãe".

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E foi ao dar aqueles passos de tristeza em frente a uma multidão, que William sentiu algo que só confessou agora: "Lembro-me de me esconder atrás da franja, mantendo a cabeça baixa. Era uma espécie de pequeno cobertor de segurança. Parece ridículo, mas sentia que se olhasse para o chão e o meu cabelo caísse sobre o meu rosto ninguém conseguiria ver-me. Era importante para mim passar esse dia".

FILE - Prince William walks with his head bowed behind the coffin of his mother Diana, Princess of Wales, on Foto: Ulli Michel / AP
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A TRAGÉDIA QUE ENSOMBROU O MUNDO

Há 29 anos, o mundo viveu uma das madrugadas mais sombrias e tristes da história da realeza europeia. A 31 de agosto de 1997, os meios de comunicação anunciavam aturdidos a notícia trágica: Diana de Gales tinha perdido a vida num violento acidente de viação no túnel da Ponte de l'Alma, na cidade de Paris. Quase três décadas depois do fatídico embate, a memória da eterna 'Princesa do Povo' recusa-se a desvanecer.

Hoje, o seu vasto legado mantém-se não apenas nos corações de milhões de admiradores espalhados pelo globo, mas, sobretudo, na vida dos filhos, os príncipes William e Harry. Apesar das polémicas e do notório afastamento público entre os irmãos durante os últimos anos, ambos fazem questão de manter a memória da mãe bem viva.

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Princess Diana and Dodi Al Fayed were travelling in on Foto: D.R.

Aos 36 anos, a vida de Diana foi cruelmente interrompida precisamente na fase em que procurava, finalmente, a sua verdadeira felicidade, paz e liberdade ao lado do namorado de então Dodi Fayed, longe das intrigas palacianas e da família real britânica. 29 anos depois, a memória da mulher que sonhava ser simplesmente "a rainha do coração das pessoas" permanece inesquecível.

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