Carlos III elogiado por tomar decisão inédita sobre as finanças da família real "para uma maior transparência"
A partir de agora, os britânicos passam a ter acesso a uma medida inédita na história da monarquia britânica.O rei de Inglaterra vai, pela primeira vez na história, passar a tornar pública a sua declaração de impostos. A notícia foi confirmada por um porta-voz de Carlos III, que explica que o objetivo é a transparência e que foi um desejo expresso do rei.
"Embora esta seja a primeira vez que um monarca partilha esta informação fiscal pessoal, recorde-se de que Sua Majestade já a tinha publicado quando era príncipe de Gales", acrescentou o porta-voz.
A decisão foi tomada por desejo expresso do rei, "como parte das adaptações implementadas desde a sua ascensão ao trono. O nosso objetivo é explicar todos os aspetos das finanças reais de uma forma que melhore ainda mais a clareza e a acessibilidade", acrescentou.
Os rendimentos privados de Carlos III, recorde-se, incluem os investimentos e os lucros gerados pelas suas propriedades privadas de Balmoral e Sandringham, além do Ducado de Lancaster, que inclui terrenos agrícolas, imóveis de escritórios e estabelecimentos comerciais.
Assim, nos próximos dias, deverão ser divulgadas as informações fiscais do rei relativas ao exercício de 2024-25 e será publicada juntamente com os detalhes da chamada Subvenção Soberana, o financiamento público anual da Casa Real. As informações de 2025-26 serão publicadas no próximo ano.
De acordo com a lista das pessoas mais ricas do Reino Unido de 2025, publicada pelo 'The Sunday Times', a fortuna do rei Carlos III ronda os 750 milhões de euros.
No ano passado, Carlos recebeu mais de 153 milhões de euros da Subvenção Soberana, um aumento de mais 53 milhões de euros. O motivo? A venda de concessões de parques eólicos offshore da Coroa.
Ainda assim, o rei de Inglaterra está muito longe do top dos mais ricos do Reino Unido, que é encabeçado pela família do magnata indiano Gopi Hinduja, cujo conglomerado multinacional alberga os mais variados negócios dos setores automóvel, financeiro, petróleo, banca, saúde, tecnologias, entre muitos outros. Hinduja morreu em novembro passado e deixou uma fortuna de cerca de 40 mil milhões de euros.