Escolha a Flash como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
"Seria um ato inútil sujeitar a uma pena alguém que não a entende", palavras do procurador do Ministério Público que defendeu esta terça-feira, 26, um cúmulo jurídico de entre 10 e 11 anos de prisão para Ricardo Salgado, de 81 anos, e que o cumprimento da pena seja suspenso face à doença de Alzheimer do ex-banqueiro.
No Tribunal Central Criminal de Lisboa o procurador Rui Batista sublinhou que "a decisão mais importante que o tribunal terá de tomar tem a ver com a suspensão ou não da execução da pena", defendendo que o tribunal deverá optar pela suspensão da execução da pena aplicada ao ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) face ao relatório pericial conhecido na semana passada e que indica que Ricardo Salgado está incapaz de compreender o cumprimento de uma pena de prisão.
O procurador do Ministério Público explicou ainda que a suspensão da pena não significa a extinção da pena, considerando que o sistema de Justiça deverá "garantir todos os mecanismos necessários para que a pessoa se cure e possa depois cumprir a pena".