O Tribunal confirma que não vale a pena prender quem nem saberá o que lhe aconteceu. Chama até à ida para a prisão do ex-banqueiro de "ato inútil". Quem toma conta do antigo 'Dono disto tudo' agora é a mulher, Maria João Salgado, timoneira à força da família, 'presa' à condição do marido. Mas não é só ela quem sofre. De 1600 lesados do BES 150 já morreram e largas centenas padecem de doenças como a de Salgado. Tudo se arrasta há 12 anos, sem fim à vista.
O antigo homem forte do BES foi condenado a uma pena histórica de 13 anos de prisão pelo Tribunal de Lisboa, mas fica de fora de um estabelecimento prisional.
Toda a popularidade conquistada por Ljubomir Stanisic nos seus polémicos programas televisivos desmoronou-se como um baralho de cartas. Acusações em tribunal, queixas na ERC por causa dos insultos na TV e o fim da estrela Michelin minaram um percurso que tinha tudo para ser brilhante.
Os bancos não pedem os mais de mil milhões de euros de volta. O famoso empresário madeirense não tenciona pagá-los. O assunto continua a ser empurrado com a barriga e é uma verdadeira 'Never ending story (história interminável)'. Ele, e os seus 'sócios', são os autores do segundo maior escândalo financeiro do século, depois da queda do BES pela mão de Ricardo Salgado. Agora são os filhos, Renato e Cláudia Berardo, mais os netos, que pediram ao tribunal para os livrar de terem de pagar com o seu património as dívidas do patriarca da família.
Foram criados na mesma casa, como irmãos, cresceram com sonhos e ambições iguais, mas com a queda do BES aconteceria o corte total. Ricciardi, que faleceu esta quarta-feira, foi visto como o grande "delator" do primo e houve uma cisão na família. Espírito Santo e Ricciardi não mais conviveriam, com a dor a estar bem presente entre os clãs até ao fim.
Luís Neves tinha uma legião de apaixonadas quando era o miúdo loirinho das piscinas do Fundão durante as férias de verão. Depois, mudou-se para Almada e hoje já não passa férias na terra natal. "Parece que se casou com a PJ", diz um amigo, que lhe elogia "a sensatez" e a "seriedade". Conseguiu modernizar a polícia de investigação, foi uma ave de rapina a apanhar criminosos e chama "praga" aos crimes económicos e ao ciberterrorismo, onde deu a mão ao pirata informático Rui Pinto, hoje a colaborar com a PJ. Torna-se agora ministro com a fasquia muito alta. Será que vai conseguir dar a volta às condições de trabalho de polícias e bombeiros? Ou gerir bem a época dos fogos? Será que vai pôr a Proteção Civil a funcionar? Os próximos meses irão trazer as respostas...
Aumentam as informações sobre o que aconteceu ao alto quadro bancário português que morreu misteriosamente num hotel de luxo em Maputo. Alegadamente há imagens de videovigilância de Pedro Ferraz Reis a comprar os instrumentos cortantes e o veneno, o que levou a Polícia da República de Moçambique a afirmar ter-se tratado de suicídio. Todos os pormenores que se juntam ao processo.