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Um mês depois das primeiras denúncias da filha mais velha de Manuel Marques, Inês, que acusa o pai de violência física e psicológica, a jovem voltou a ser ouvida pelas autoridades na passada quinta-feira, dia 19, na esquadra da PSP do Campo Grande, em Lisboa.
O site 'Dioguinho' cita uma fonte próxima do caso que explicou o que aconteceu neste segundo interrogatório.
"Ela foi lá ontem ser ouvida em termos de narrar melhor os factos, levou novos factos, levou novas datas porque, quer dizer, só o faz agora, mas qualquer vítima de violência doméstica não faz logo a queixa porque há o medo. Estava em defesa, agora tem 18 anos, já consegue afirmar-se", começou por dizer.
"Conseguiram ainda outros tipos de factos, áudios, etc., para juntar. Foi com a mãe, naturalmente que, ao ir com a mãe, (...) também a mãe pode vir a ser considerada uma vítima, tal como a irmã mais nova", revelou.
"Face aos fatos narrados e à gravidade dos mesmos, a polícia vai tomar medidas para protegê-la", garante a mesma fonte.
A fonte explicou também a razão para Inês ter ido à festa de aniversário do pai, no passado dia 9 de maio, apesar de todas as tensões entre pai e filha.
"Os agressores manipulam, fazem tanta pressão que as pessoas... Dizem que se matam se a pessoa não aparecer, dizem que a família tem que ter uma boa imagem, para ela não queimar a imagem da família e tal. É nesse sentido, é um clima de ter que corresponder", revelou.
"O ir à festa... Estas pessoas são vítimas de manipulação, de alienação, e têm medo de sequer dizer que não. Ou seja, há um medo tremendo, constante. (...) Possivelmente, por isso é que ela também foi à festa. E isso acontece também porque estes indivíduos gostam de passar uma imagem boa para fora, mas depois dentro de casa, aquilo às vezes é um inferno mesmo. Quando os factos vierem a público... Era um ambiente mesmo pesado", acrescentou, afirmando que Inês "vive num clima de terror".