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Sem voz e sem trabalho, cantora Né Ladeiras deixa grito de desespero por um emprego

A artista de 'Sonho Azul', que fez parte da Brigada Victor Jara e da Banda do Casaco, deixa apelo nas redes sociais por um emprego. Sem conseguir viver na música e sem trabalho noutras áreas, cantora vive dificuldades.
Por Hélder Ramalho | 05 de setembro de 2020 às 13:14
A cantora Né Ladeiras vive momentos difíceis, sem voz e sem trabalho
A artista de 'Sonho Azul', que fez parte da Brigada Victor Jara e da Banda do Casaco, deixa apelo nas redes sociais por um emprego. Sem conseguir viver na música e sem trabalho noutras áreas, cantora vive dificuldades.
Né Ladeiras
Né ladeiras, cantora, música
Né ladeiras, cantora, música
Né ladeiras, cantora, música
Né ladeiras, cantora, música
Né Ladeiras, cantora, música, desempregada
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Né Ladeiras, cantora, música, desempregada
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Né Ladeiras, cantora, música, desempregada
Né Ladeiras é um nome incontornável da cultura e da música em Portugal. Né perdeu a voz e não consegue viver das canções e da arte como sempre fez. A intérprete de 'Sonho Azul', que fez parte de agrupamentos como Brigada Victor Jara e Banda do Casaco, luta, aos 61 anos de idade, com a dificuldade de encontrar trabalho noutras áreas.

Sem vergonha nem paternalismos, a cantora usou as redes sociais para deixar um apelo, desesperada por conseguir trabalhar, com dignidade: "Não se iludam sobre a vida dos músicos que pouco tem de glamorosa e a minha, que deixou de ter voz há 4 anos, tem sido uma luta sem tréguas."

"Tenho procurado trabalho, sim, porque mil vezes viver dele do que ser dependente da ajuda de outros. Não falo por orgulho, mas dignidade. Tenho procurado trabalho desde que fiquei sem voz mas, se já sentia na altura que ter 'cabelos brancos' era igual a menos concertos, no mercado actual de trabalho sou considerada ainda menos válida, pela mesma razão."

A idade tem sido um fator de desvantagem par Né Ladeiras no mercado de trabalho: "Quantas vezes tenho ido a entrevistas que me descartam por esse motivo. Ou até mesmo chegar a conseguir um trabalho (onde fui frequentemente elogiada pelo que fazia) e do qual fui dispensada 1 mês depois, para dar lugar a uma rapariga mais nova...

Nos últimos anos, afastada da música Ladeiras tem trabalho nas mais variadas áreas, desde o merchandising às limpezas. Nesta fase, já esgotou todos os recursos financeiros e desespera por um trabalho: Assim, e porque a minha urgência é muita (esgotei todos os pés-de-meia que tinha) venho aqui, para todos saberem, que preciso de trabalhar para pagar as minhas contas e para continuar com as minhas obrigações diárias. Se algum de vós souber/tiver uma vaga de emprego contacte comigo!"

Né Lameiras recusa o discurso miserabilista e diz-se ser resiliente, pronta para mais este desafio: "Não quero perder mais do que já perdi. Quero viver e sentir que valeram a pena todos este revezes. Não quero nenhum "coitadismo", nenhuma pena. Isto não é uma lamuria porque se há coisa que aprendi na vida é adaptabilidade e resiliência e a self pity ou pity alheia não tem lugar na minha vida. E eu sei que os tenho no sítio para me expor desta maneira. Preciso de um trabalho e espero que surja rapidamente! Em Coimbra, que é a cidade onde vivo. Aguardo propostas , mas menos música, por favor."

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